Prefeitura recusa pagar Copel
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domingo, 03 de fevereiro de 2002
Sid SauerEquipe da Folha 
Campo Mourão - As prefeituras do Estado deverão apresentar projetos de lei prevendo a separação das contas de energia elétrica das praças e prédios públicos das contas geradas pela iluminação das ruas e avenidas. A proposta foi aprovada pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP) como tentativa de evitar que as prefeituras sejam acionadas pela Copel.
Os municípios vão pagar aquilo que é de sua responsabilidade, disse o prefeito de Iretama e vice-presidente da AMP, Same Saab (PDT). Segundo ele, a iluminação das ruas se tornou um abacaxi que tem que achar um pai. É um filho bastardo que o Senado deixou, disse. O projeto que autorizava a cobrança da taxa de iluminação foi rejeitado pelo Senado.
A prefeitura de Barbosa Ferraz foi a primeira a tomar a medida. Uma lei já desmembrou as contas das ruas das contas dos prédios e praças públicas. Sei que isso vai criar transtornos para a população, mas não há outra saída, afrimou a prefeita Elza Marques Gonçalves (PFL). Ela disse que 80% dos moradores da cidade deixaram de pagar a taxa de iluminação.
O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), acha que a medida não vai resolver o problema. E se a Copel cortar a luz da rua?, indagou. Tezelli sugere que a iluminação pública seja bancada pela Copel como contrapartida pela concessão que tem em todo o Estado. Campo Mourão estuda a cobraça da taxa de iluminação num carnê específico.
Temos que brigar agora com o governo do Estado, defendeu o presidente da Comunidade dos Municípios da Região de Campo Mourão (Comcam), Valdinei José Pelói (PSDB).


