Prefeitura recadastra moradores despejados
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quinta-feira, 07 de agosto de 1997
Cristine Pieske 
Curitiba
Kraw PenasFamília de Sueli Pereira, há mais 40 anos no local, terá que
desocupar área próxima à praia em Pontal do Paraná até outubroA prefeitura de Pontal do Paraná começa hoje um novo recadastramento dos moradores da orla marítima dos balneários do município. A intenção é evitar que os moradores mais carentes, principalmente as famílias de pescadores, fiquem sem ter onde morar depois do despejo. Na quarta-feira, o Departamento de Patrimônio da União (DPU) e a Polícia Federal começaram a demolir as casas construídas na Área de Marinha, que abrange um trecho de aproximadamente 30 metros a partir da linha da maré alta.
No primeiro dia de execução da ordem do DPU, quase todas as casas da faixa litorânea de Praia de Leste foram destruídas por tratores. As que restaram, segundo o prefeito de Pontal do Paraná, Hélio Queiroz, deverão ser retiradas nas próximas semanas. A ação de despejo deverá ser estendida também para os outros balneários de Pontal do Paraná, e poderá abranger também os balneários de Matinhos, Caiobá e Guaratuba.
O prefeito garante que os moradores que forem despejados serão transferidos para outras casas, que estão sendo construídas em convênio com a Companhia Paranaense de Habitação (Cohapar). As casas, segundo o prefeito, serão vendidas por financiamento aos ex-moradores da orla marítima. Pela lei que estabelece a desocupação da Área de Marinha, no entanto, não há previsão de que os proprietários dos terrenos recebam indenizações.
Os moradores de Pontal do Paraná começaram a ser avisados sobre a demolição das casas a partir do final do mês de março, depois da edição da Medida Provisória 1567/97. Como a maioria não tem para onde ir, a única maneira foi esperar a chegada dos tratores da prefeitura.


