Prefeitura quer retirar famílias de fundos de vale
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sábado, 02 de fevereiro de 2013
Danilo Marconi<br>Reportagem Local 
Tamarana - A Prefeitura de Tamarana (Região Metropolitana de Londrina) lançou projeto com objetivo de retirar famílias que ocupam áreas de preservação ambiental. Levantamento inicial aponta que pelo menos 30 casas foram erguidas irregularmente em fundos de vale.
A Secretaria de Habitação e Desenvolvimento iniciou uma pesquisa para apurar qual é o deficit habitacional do município. O estudo também vai apontar o número de famílias que vivem em situação de vulnerabilidade. A previsão é que o cadastro termine em um mês.
"Quando assumimos não havia nenhum levantamento do deficit habitacional. O cadastro servirá para saber qual a nossa demanda", explicou o secretário Reino Santos Barrone. "Já abrimos canal de diálogo com a Caixa (Econômica Federal, que financia o programa Minha Casa, Minha Vida), com a Cohapar (Companhia Paranaense de Habitação) e a Cohab (Companhia de Habitação) de Londrina para atender nossas necessidades", revelou o vice-prefeito Tony Jess Torresin.
Tamarana tem 12,2 mil habitantes e apenas um conjunto habitacional foi construído nos últimos anos. O Conjunto São Roque tem 251 casas, das quais metade foi entregue em fevereiro de 2012. As moradias têm 42 metros quadrados, construídas em terrenos de, no mínimo, 200 metros quadrados.
A servidora pública Mariza Assumpção Jorge foi uma das sorteadas no Conjunto São Roque. "Foi a realização de um sonho. Morava de aluguel, pagava R$ 300 por mês, agora tenho uma prestação de R$ 278 de financiamento. Pago por algo que é meu", celebrou.
O padeiro Fabrício Fernandes de Brito já estuda ampliar a casa. "Quero fazer a frente, a garagem e uma edícula. Outra proposta é ampliar o quarto, já que eu e minha mulher planejamos aumentar a família", disse. Outras 120 moradias estão em fase de acabamento no São Roque e devem ser entregues ainda neste semestre.
O bairro fica a poucos metros do único hospital da cidade. Nas proximidades está sendo construída uma escola municipal. A prefeitura também planeja erguer uma supercreche na área. "Essas obras indicam que a cidade vai expandir para essa região", comentou Torresin.
A escola está com 52% da obra executada - a falta de continuação vai implicar na rescisão do contrato com a construtora. "O caso já está sendo analisado. Um novo edital será lançado em breve", justificou. O projeto da supercreche já tem convênio aprovado pelo governo federal.


