Prefeitura quer reduzir gastos com remédios
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sexta-feira, 13 de setembro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - A secretária municipal da Saúde de Cascavel, Lilimar Mori, informou ontem que o município está estudando uma redução do número de medicamentos que fazem parte da lista da Farmácia Básica. Atualmente, 171 itens são mantidos à disposição da população carente, contra 40 sugeridos pelo Ministério da Saúde como essenciais para a cobertura das doenças mais comuns entre os brasileiros.
Lilimar disse, entretanto, que o município não irá simplesmente fazer um corte na lista. Segundo ela, antes de qualquer atitude nesse sentido, o estoque da Farmácia Básica será normalizado, já que alguns medicamentos estão em falta. Além disso, será necessário convencer o Conselho Municipal de Saúde da necessidade da redução. ''O trabalho de conscientização será iniciado pelos médicos que receitam os remédios'', afirma.
Nesta semana foi assinado empenho para compra de 126 dos 171 itens da lista de medicamentos da Farmárcia Básica ao custo de R$ 750 mil. Os demais 45 ainda estão em análise.
A secretária ressalta que a administração pública de Cascavel gasta em média R$ 250 mil por mês com medicamentos. Ela completa que Foz do Iguaçu, município do mesmo porte, que possui um laboratório para a fabricação de remédios, gasta apenas R$ 80 mil.
Outra medida a ser tomada para reduzir custos com a compra de remédios será a instalação de um laboratório para produção inicial de 40 tipos de medicamentos na Fundação de Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Cascavel (Fundetec). A implantação do projeto custará R$ 900 mil, dos quais R$ 600 mil deverão sair do Estado.


