Curitiba
A prefeitura iniciou a batalha para proibir o serviço de moto-táxi, lançado na última quinta-feira em Curitiba. No último sábado, a Secretaria de Urbanismo entregou uma notificação à empresa Moto-Táxi Expresso pedindo a defesa contra a cassação do alvará. A empresa tem licença apenas para a entrega de mercadorias, documentos e alimentos (serviços de moto-boy), mas não para o transporte de pessoas.
O proprietário da Moto-Táxi Expresso, Aparecido Oliveira, disse que o departamento jurídico da empresa já está providenciando a resposta. ‘‘Vamos continuar trabalhando normalmente até que alguém nos impossibilite oficialmente’’, comentou ele. A empresa tem até quinta-feira para se manifestar.
O serviço está funcionando 24 horas por dia e atende cerca de 100 chamadas diárias. A empresa trabalha com 38 motoqueiros e já tem outros 270 cadastrados, em fase de contratação. Segundo cálculo do proprietário da Moto-Táxi Expresso, o mercado curitibano tem capacidade para empregar cerca de 2.000 mototaxistas.
Até o final da tarde de ontem, representantes do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) estavam reunidos para discutir a proibição de moto-táxis em todo o Paraná.
O Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) ainda não apreendeu nenhuma motocicleta, apesar de considerar que o serviço contraria o Código Nacional de Trânsito (por ser transporte de aluguel sem regulamentação específica). Segundo informações do BPTran, a dificuldade em autuar os mototaxistas está em provar que o motoqueiro esteja cobrando uma tarifa para transportar o passageiro.

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