A Prefeitura de Curitiba está negociando aumento no repasse do SUS. Hoje, a cidade, que já está em gestão plena, recebe R$ 14,35 milhões por mês.
Segundo o secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci, seriam necessários mais R$ 2 milhões. ‘‘É preciso ampliar os recursos financeiros para os municípios-pólos. Só em procedimentos de alto custo, Curitiba tem defasagem mensal de R$ 1,5 milhão’’, afirma.
Parte do acréscimo de R$ 2 milhões está sendo negociada
através do Estado e outra diretamente com o Ministério da Saúde. Segundo o secretário, o SUS atende 70% da população de Curitiba - cerca de 1 milhão de pessoas. O número de pessoas de outros lugares que procuram a cidade para serem atendidas tem aumentado. Hoje, das 14 mil internações mensais, cinco mil são de pacientes de fora.
Agilidade - Desde 1995, pessoas de outros municípios do Paraná têm mais facilidade para marcar consultas e conseguir leitos em hospitais, com a criação das Centrais de Leitos e Marcação de Consultas Especializadas, da Secretaria de Estado da Saúde. No ano passado, as centrais agendaram 1,2 milhão de consultas e 514 mil internações em todo o Estado.
O sistema informatizado permite a comunicação entre 13 centrais. As unidades estão em Curitiba, Ponta Grossa, Pato Branco, Guarapuava, Cascavel, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Maringá, Londrina, Apucarana, Cornélio Procópio e Francisco Beltrão. As unidades atendem 8,6 milhões de pessoas em 337 municípios paranaenses. (A.C.)

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