Prefeitura quer ajuda do Estado para aeroporto
O secretário de Obras, José Righi de Oliveira, visitou ontem a área a ser desapropriada para a ampliação e modernização do Aeroporto de Londrina e cobrou a contribuição do governo do Estado. O governo estadual está investindo na ampliação do Aeroporto de Curitiba e na construção do novo Aeroporto de Maringá. O Aeroporto de Londrina é o segundo mais importante do Estado. É razoável que o governo também dê sua contribuição, argumenta o secretário.
Depois da revisão no convênio entre a Prefeitura e a Infraero para modernização do terminal aeroportuário, o município assumiu o compromisso de desapropriar e ceder para a empresa que administra o aeroporto uma área de aproximadamente 202 mil metros quadrados, além dos 244 mil metros quadrados já desapropriados e cujo projeto de doação tramita na Câmara de Vereadores.
A área de 202 mil metros quadrados localiza-se às margens da pista de pousos e decolagens. No lado do Jardim Albatroz, são aproximadamente 72 mil metros, numa faixa lateral que vai exigir a desapropriação de todos os lotes residenciais de frente para a Rua João Paulo I, além de outras propriedades não urbanizadas. Do lado oposto, a área mede quase 130 mil metros quadrados e vai representar o fim daquele trecho da Avenida Salgado Filho, além da área da Carambeí, onde está instalada a escola da indústria e da transferência do Tiro de Guerra.
A Salgado Filho será duplicada a partir da Rua Alan Kardec, passando por trás da escola da Carambeí. Na altura da Rua Lázaro Lamenhof, a avenida vai sofrer uma bifurcação. Uma pista vai ter continuação na Rua Maria de Oliveira Melo e a outra, na Augusto Canizin, prosseguindo até a Avenida Joaquim Ventura Pinto, já no Jardim Vale Verde.
O secretário de Obras assegura que até o dia 27, o processo de desapropriação da área do lado do Jardim Albatroz estará concluído. Já estamos conversando com proprietários visando a uma negociação amigável, adianta Righi, que ainda não sabe quanto vão custar as desapropriações.
As desapropriações do lado da Avenida Salgado Filho serão menos onerosas, porque uma grande área já é da prefeitura, como é o caso do Tiro de Guerra e da área ao lado. Entretanto, o processo de desapropriação deste lado será mais demorado porque envolve a desapropriação de área hoje ocupada por residências. Mas esperamos que até o dia 10 de novembro possamos publicar todos os decretos de desapropriação.
O secretário Righi enfatiza que a área ao lado do Tiro de Guerra será repassada imediatamente para a Infraero. Neste espaço a empresa vai instalar equipamentos de auxílio ao vôo localizados hoje ao lado do terminal de passageiros. A Infraero tem prazo até março para transferir os equipamentos e iniciar as obras de ampliação do terminal. E esperamos que até o final do ano que vem possamos ter todas as obras concluídas, conpleta o secretário.Paulo WolfgangJosé Righi de Oliveira numa das áreas a ser desapropriadasÁureo Nogueira





