Campo Mourão - Familiares de Grodomiro Bento de Castilho, morto em agosto de 1995, estão desconfiados que os restos mortais dele foram retirados do túmulo adquirido pela família no Cemitério São Judas Tadeu, em Campo Mourão. A descofiança surgiu depois que a prefeitura quebrou o túmulo de concreto por engano para outro sepultamento.
''Antes que a prefeitura conserte o túmulo, queremos ter certeza que os restos mortais do meu pai ainda estão aí'', disse João de Castilho, um dos filhos de Grodomiro. A desconfiança surgiu depois que a família ficou sabendo que pessoas viram um caixão novo sendo colocado na sepultura. ''Agora queremos que a prefeitura abra o túmulo de novo''.
Jesuíno Ferreira de Almeida, genro de Grodomiro, conta que a família até aceita o primeiro erro da prefeitura, ao abrir a sepultura errada, mas entende que os familiares deveriam ser avisados antes do túmulo ser novamente fechado. ''Se nós não viéssemos e embargássemos a obra, a sepultura seria refeita escondido da família'', ressalta.
A administradora do cemitério, Sônia Silvestrin, informou que o túmulo poderá ser aberto hoje na presença da família. Segundo ela, o túmulo da família Castilho foi quebrado por engano e os ossos foram colocados num caixão novo porque o anterior tinha apodrecido e foi danificado com a abertura da sepultura.

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