Reativar a antiga Central de Moagem, na zona sul, é considerada pela Prefeitura de Londrina a solução para o problema dos depósitos de entulhos de construção civil, que atualmente estão sendo colocados em pedreiras e fundos de vales. O secretário municipal do Meio Ambiente (Sema), João Mendonça, propõe terceirizar o serviço para os donos de empresas de aluguel de caçambas.
Na opinião do secretário, a reativação é ''urgente''. Construída no final de 1994, a central tinha capacidade de moer 100 toneladas de entulhos por dia, produzindo três mil blocos com mistura de cimento e entulhos, suficientes para a construção de uma casa popular de 25 metros quadrados. Em dois anos, foram erguidas 232 casas. Em janeiro de 1997, a central foi desativada. Em 2000, o Ministério Público entrou com uma ação civil exigindo da prefeitura o cumprimento do acordo que previa a sua reativação. A ação gerou multa de R$ 1 milhão. A prefeitura recorreu.
A proposta de terceirização ou parceria será discutida hoje com os donos de caçambas e representantes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanismo (CMTU). Eles devem fazer uma vistoria no local.
''Precisamos do apoio dos donos das empresas de caçambas e o ideal é que eles assumissem esse setor'', disse Mendonça. Ela informou que é difícil a prefeitura reativar sozinha a central por falta de pessoal. Ele justificou a falta de pessoal com a demissão na Frente de Trabalho.
Na opinão da ex-promotora de Defesa do Meio-Ambiente, Luciana Lepri Moreira, a central é um projeto inteligente, com benefícios diretos para a população. ''O problema é que não há vontade política em resolver essa questão.''

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