Um projeto de lei pretende ampliar o benefício do passe livre a partir do ano que vem. Além de estudantes do ensino fundamental e médio, a intenção é que alunos de cursos pré-vestibular, de cursos técnicos do Sistema S (Senac, Sesc, Senai, Sesi, Senat, Sest e Sebrae) e das universidades deixem de pagar a meia tarifa do transporte coletivo. Com a medida, o passe integral utilizado pelos estudantes seria custeado pelo município.
De acordo com o prefeito Alexandre Kireeff, o impacto financeiro é estimado em R$ 4,8 milhões. O valor poderia ser incluído no orçamento de 2016 sem prejuízos para o município. "Nós temos uma projeção de expansão das receitas do município decorrente do próprio crescimento vegetativo, da expansão da economia e de arrecadação regular. É uma demanda histórica dos estudantes. Nós temos que caminhar nessa direção", ressaltou.
O passe livre foi implantado em 2014 para estudantes matriculados até o 5º ano do ensino fundamental. Em 2015, a medida passou a valer também para alunos até a 3ª série do ensino médio. No total, 4.950 crianças e adolescentes da rede pública e particular de ensino já são beneficiados. A expansão da gratuidade a partir do ano que vem contemplaria mais 3.250 estudantes que hoje pagam 50% do valor da tarifa.
Kireeff reforçou que o projeto quer apenas facilitar o acesso à educação e negou que a medida tenha caráter populista. "É uma política pública consistente vinculada à educação e que não tem nada de populismo. O populismo é aquela gratuidade feita com o chapéu alheio, que é rateada pelo próprio usuário do sistema. Nós estamos indo no sentido oposto, assumindo a responsabilidade de garantir o acesso ao ensino e através de uma política pública com orçamento próprio específico para esse fim", frisou.

O custo total do passe livre para o município com a ampliação do benefício é estimado em R$ 13 milhões

A outra metade é rateada entre os usuários do transporte coletivo



O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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