Prefeitura prepara licitação do serviço de coleta de lixo
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sexta-feira, 02 de abril de 1999
Paulo Pegoraro 
A prefeitura de Cascavel está preparando o processo de licitação do serviço de coleta do lixo urbano. A licitação deve despertar atenção de empresas nacionais uma vez que a operação do serviço envolve recursos de aproximadamente R$ 203 mil mensais e a remuneração é feita de acordo com o volume coletado e pela varrição de ruas.
Segundo o prefeito de Cascavel, Salazar Barreiros (PPB), já começa a ser formada uma comissão que preparará edital, coordenará o processo licitatório e fará a escolha de propostas de empresas. O contrato com a atual exploradora do serviço, a Engepasa, que tem sede em Santa Catarina, e atua em vários municípios, foi firmado em 91. A empresa teve o contrato renovado em 95 sem nova licitação.
A decisão de abrir concorrência ocorre num período de muitas críticas ao serviço. A Rádio Colméia de Cascavel abriu espaço anteontem para que populares manifestassem sua opinião sobre a qualidade do serviço prestado na cidade. Do total de entrevistados, 75%, principalmente donas de casa, disseram estar insatisfeitos.
A prefeitura tem multado constantemente a empresa por não cumprir roteiros de coleta e pela varrição incompleta. Em janeiro, as multas somaram R$ 39,9 mil. Neste mês, foram mais R$ 9,4 mil.
O serviço de coleta de lixo é mantido pelo contribuinte através do pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Os valores lançados no IPTU são diferenciados de acordo com a frequência da coleta. Há domicílios que têm a coleta diária e outros com dias alternados. A média diária de lixo coletado na cidade é de 120 toneladas, segundo informação do secretário de Meio Ambiente, Paulo Orso.
Apesar das reclamações em torno da coleta, a destinação do lixo é feita dentro de técnicas adequadas. O material é levado para o aterro sanitário, que tem 138 mil metros quadrados e fica a 15 quilômetros de zonas residenciais.
No local é feita a drenagem de líquidos e gases, separação e disposição apropriada para o lixo hospitalar, compactação e monitoramento permanentes, e há uma cortina verde de árvores, para conter ventos que possam levar mau cheiro em direção à cidade. O aterro é classificado modelo pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A Folha procurou ouvir o diretor da Engepasa, Mário Pegoraro, para comentar as críticas à empresa, mas ele não foi encontrado.


