Londrina – O valor de até R$ 422.470,14 que a administração municipal pretende investir na reforma da quarta etapa do Calçadão não tem atraído as construtoras. Mais uma vez, a licitação foi declarada deserta, sem interessados. O município republicou o edital no início desta semana e torce para que ao menos uma empresa apresente a proposta em até 30 dias. As adequações no Calçadão serão feitas entre as avenidas São Paulo e Rio de Janeiro.
A Prefeitura de Londrina corre o risco de perder, aproximadamente, R$ 170 mil em recursos federais repassados pela Caixa Econômica Federal para a execução da obra. De acordo com o secretário Municipal de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, a assinatura do contrato precisa ser feita até o dia 31 de dezembro deste ano para garantir que a verba permaneça em Londrina. Caso ninguém se interesse novamente em executar a reforma, a prefeitura poderá fazer uma dispensa de licitação até o final de 2013. "Estamos agindo de acordo com a lei de licitações", reforçou o secretário.
Dias não soube dizer o que teria afastado as construtoras. O valor do edital segue a tabela do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi). Por isso, o secretário já descartou o reajuste dos preços máximos. "Precisamos seguir o parâmetro oficial", disse. Ele explicou que outras obras, como a construção de creches e de unidades básicas de saúde, por exemplo, que seguem a mesma tabela, foram licitadas conforme os prazos iniciais. Para Dias, o início da execução das obras no final do ano e a demanda de empreendimentos da construção civil podem ter impactado no processo.
O primeiro resultado da licitação foi divulgado no dia 16 de setembro, quando nenhuma empresa se interessou pela obra. Com a republicação do edital, a expectativa é de que o nome da construtora seja divulgado até meados de novembro e que a homologação do contrato ocorra até o início de dezembro. Quem ficar responsável pelas adequações terá que dar início aos trabalhos até cinco dias depois da assinatura da ordem de serviço, o que pode comprometer a movimentação do comércio durante as vendas de Natal.
O secretário Municipal de Obras, Sandro Nóbrega, no entanto, garantiu que a intenção é evitar transtornos para os comerciantes. "Vamos negociar prazos para analisar o que pode ser feito", ressaltou.
O edital prevê a conclusão das obras em até 120 dias, a partir da assinatura da ordem de serviço. A prefeitura deve pagar como contrapartida, aproximadamente, R$ 252 mil pela reforma.
Já a decisão sobre a volta dos quiosques no Calçadão deve ser divulgada em breve. "A pesquisa de opinião foi concluída. Ainda precisamos definir os modelos", resumiu o secretário. A volta dos quiosques, segundo ele, ainda não é certa, apesar do andamento dos projetos na prefeitura. "Se decidirmos pela volta dos quiosques, não vamos precisar aguardar o resultado da licitação do Calçadão", comentou Nóbrega.

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