Os artesãos instalados na Praça Marechal Floriano Peixoto, no centro de Londrina, podem ser impedidos de explorarem o comércio de artesanato na próxima semana. Segundo a prefeitura, as obras de revitalização daquele espaço serão intensificadas a partir de segunda-feira e o trabalho oferece risco tanto para os profissionais quanto para os pedestres. As secretarias municipais de Obras e de Meio Ambiente e a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) estudam a colocação de tapumes ao redor da praça. Os artesãos, por sua, mantiveram ontem a intenção de continuarem abrindo suas barracas ''até quando for possível''.
O assessor de assuntos comunitário da CMTU, Carlos Xavier, informou que os trabalhadores que não se manifestaram ontem, dizendo se aceitam ou não a mudança para o Centro de Referência do Artesanato de Londrina (Cereal), estão excluídos do processo. Segundo a CMTU, apenas quatro artesãos da Praça Rocha Pombo, também na área central, teriam se mostrado favoráveis à transferência para o centro, que deve funcionar em um prédio da avenida Rio de Janeiro. Nenhum profissional ligado à União dos Artesãos da Praça Marechal Floriano Peixoto (Uniflor) aderiu à mudança.
Xavier disse que a partir de segunda-feira, os trabalhos de revitalização irão avançar e ''se incorrer em risco (para as pessoas), o acesso será restringido''. Os artesãos, com isso, terão que se retirar da praça. Ontem, o trabalho de retirada do petit-pavet foi interrompido. Apenas servidores da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) podaram algumas árvores. O secretário Padre Dirceu Fumagalli defendeu a interdição em virtude do risco oferecido pela poda de árvores de grande porte e pelo trabalho de acabamento da praça. O corte de dois ''flamboyant'' ainda está sendo avaliado.
O secretário de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, informou que a colocação dos tapumes para interditar a praça ainda não foi definida. ''Não vejo necessidade por enquanto, mas isso depende também das obras que serão realizadas pela CMTU'', declarou.
O presidente da Uniflor, Demindo Florentino, garantiu que os artesãos continuarão abrindo suas barracas. Por causa do início da retirada do petit-pavet, ocorrida anteontem, eles improvisaram acessos com papelão e pedaços de madeira inclusive com placas da prefeitura e afastaram as pedras. Os consumidores frequentaram os boxes normalmente. ''Eles (a prefeitura) têm que por na cabeça que isso aqui já virou tradição'', comentou Florentino, lembrando que os artesãos estão no local há quase 30 anos.
Na Praça Rocha Pombo, a presidente da Associação Profissional dos Artesãos Autônomos de Londrina, Elza Pereira, não confirmou a informação de que quatro trabalhadores teriam aceitado a transferência. Ela argumentou que as condições oferecidas pela prefeitura são pouco atraentes. ''Esse prédio, do jeito que está colocado, para nós não interessa.''
Uma reunião entre artesãos das duas praças, que ocorreria no início da noite, foi cancelada.

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