No último dia 14 de outubro foi notificado judicialmente o proprietário do prédio que abriga o ''mocó da Duque de Caxias'' (um dos mais antigos da cidade), o empresário Ariovaldo Ferraz de Arruda. Três dias depois da notificação, a Justiça decretou a sua prisão por liderar o cartel de combustíveis de Londrina e desde então ele está foragido.
A notificação ocorreu a pedido da Procuradoria-Geral do Município com o objetivo de que o proprietário tome providências para que o local, bastante abandonado e insalubre, deixe de ser utilizado como mocó (local usado como abrigo por moradores de rua e usuários de drogas). Caso ele não tome as medidas devidas, o município poderá entrar com ação judicial para a demolição do prédio. O prazo termina na segunda-feira.
No dia 18, o advogado de Arruda, Jeferson do Carmo Assis, recorreu à notificação, alegando que o seu cliente alienou o terreno a terceiros há mais de cinco anos e que não saberia informar sobre a não regularização da propriedade na Certidão de Registro de Imóveis (CRI), que ainda consta Ferraz como proprietário.
O procurador-geral Carlos Roberto Scalassara informou ontem que aguarda despacho do juiz da 6 Vara Cível, Celso Saito que deverá ser elaborado hoje , para determinar as próximas providências.

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