Depois da desistência da Associação Camelódromo de Londrina (Acal), que representa os 94 ambulantes instalados na Avenida Leste/Oeste, o presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, anunciou ontem que o município poderá cobrir os gastos para as reformas de adptação do prédio do Shopping Paulista para abrigar o novo camelódromo. A reforma está orçada em aproximadamente R$ 200 mil, recursos estes que em princípio, seriam cobertos por estabelecimentos comerciais ou âncoras interessados em participar do empreendimento. Sella aguardará até quinta-feira, quando o prefeito Nedson Micheleti (PT) retornará de viagem, para anunciar quando iniciarão as obras e como serão custeadas.
O primeiro-secretário da Acal, Aparecido Ferreira Durães, reforçou a decisão da entidade e seus associados em não se transferir para o prédio onde a prefeitura pretende instalar o novo camelódromo. ''Mas pretendemos continuar negociando com o (Wilson) Sella. Queremos um local só para camelôs e para aquele prédio (atual Shopping Paulista, na esquina da Rua Sergipe com a Mato Grosso) nós não vamos'', advertiu Durães, que propõe outras duas áreas: um estacionamento em frente ao atual camelódromo no outro lado da Leste/Oeste e um terreno também na mesma avenida.
Segundo Sella, a proposta da prefeitura já foi apresentada e as duas outras áreas sugeridas pela Acal não comportariam os 314 camelôs. A Acal anunciou na semana passada a sua intenção de não se transferir para o Shopping Paulista, após o apoio dado pelo deputado estadual Antônio Carlos Belinati. O parlamentar, além de orientar os camelôs da Leste/Oeste a permanecer onde estão na calçada ainda colocou à disposição da categoria um advogado.
Na sexta-feira, durante uma tensa reunião com as lideranças dos camelôs no gabinete do prefeito Nedson Micheleti, Sella anunciou que o número de empresas âncoras no empreendimento seria reduzido. Das 15 salas que seriam disponibilizadas para estes estabelecimentos, o empreendimento abrigará apenas uma casa lotérica, uma loja de passes e três caixas eletrônicos para atrair a clientela. Seriam as âncoras, em princípio, que bancariam as obras de adptação do prédio para receber os camelôs.
Ontem, Wilson Sella se reuniu com o proprietário do Shopping Paulista para tratar dos detalhes da locação do imóvel. Além de subsidiar um terço (R$ 10 mil) do aluguel do prédio (R$ 30 mil), estender o calçadão até o novo camelódromo e instalar pontos de ônibus no local, Sella não descartou que o município venha a custear as obras de adptação do espaço. ''A prefeitura poderá bancar estas reformas. Há recursos para isso'', informou Sella, porém sem adiantar de onde viram tais recursos. Tudo para garantir que as despesas fixas de cada camelô instalado no novo camelódromo não ultrapasse os R$ 60,00 conforme foi proposto aos 222 ambulantes da Avenida São Paulo e os 94 da Avenida Leste/Oeste.

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