Lucilia Okamura
A Prefeitura de Londrina poderá assumir a dívida de cerca de R$ 300 milhões que a Companhia de Habitação (Cohab) tem junto ao Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O objetivo é o município refinanciar a dívida junto à União, aproveitando benefícios que constam da Medida Provisória nº 1.811-2, de abril deste ano.
Segundo o presidente da Cohab, Assad Jannani, a dívida de R$ 300 milhões se enquadrada nos critérios da MP e poderá ser reescalonada por 30 anos e com um deságio de até 30%.
Ainda de acordo com Jannani, este deságio pode chegar a 70% porque existe a possibilidade da Cohab conseguir outro ‘‘desconto’’ junto ao Conselho Curador do Fundo de Garantia. Ele disse que se o refinanciamento for conseguido, os mutuários poderão ser beneficiados com prestações mais baixas.
Projeto que autoriza o Executivo a assumir a dívida está tramitando na Câmara de Vereadores e precisa ser votado antes do dia 30, quando termina o prazo para o município protocolar pedido de rolagem da dívida.
Jannani informou que, inicialmente, a MP prevendo prazos maiores e juros mais baixos atendia somente aos Estados. A medida passou, em seguida, a beneficiar São Paulo e, depois, foi estendida a todos os municípios. ‘‘A Cohab tem dívidas dos financiamentos dos conjuntos habitacionais, que podem ser assumidas pelo município’’, observou.
O secretário municipal da Fazenda, Ismael Mologni, afirmou que a prefeitura não corre nenhum risco por assumir a dívida. Segundo ele, o Município já é avalista dos financiamentos da Cohab. ‘‘Continuaremos com a mesma responsabilidade’’.

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