Em nova tentativa de estancar o vazamento de água do Lago Igapó 2 para o Lago 1, que completa duas semanas nesta sexta-feira (28), a Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação de Londrina adicionou mais bolsas de areia no local do escoamento nesta terça-feira (25). O objetivo é fechar a entrada da tubulação e possibilitar o uso de bloqueadores infláveis.

O secretário de Obras, Otavio Gomes, informou que as recentes medidas tomadas pela Prefeitura de Londrina são para manter a água do Igapó 2, para que seja possível “fazer a operação de substituição da nossa comporta sem precisar esvaziar o lago”.

As ações estão sendo decididas juntamente do Corpo de Bombeiros, que definiu os protocolos de segurança do processo após uma análise de risco. Antes da adição dos sacos de areia, dois bombeiros realizaram um primeiro mergulho no Igapó 2 para encontrar uma caixa de passagem. Um guindaste foi utilizado para içar a tampa, mas a alça que a segura estourou após duas tentativas, e a vazão da água aumentou momentaneamente.

O guindaste desceu quatro sacos de areia, somando seis toneladas do mineral na entrada da tubulação, o que garantiu que 85% da vazão fossem contidas. O próximo passo é um novo mergulho dos bombeiros, que instalarão, ainda nesta semana, bloqueadores infláveis emprestados pela Sanepar na jusante. Os equipamentos, que possuem capacidade de expansão de até 1,20m, irão “fazer com que o vazamento pare 100%” para que o conserto da comporta danificada seja feito, disse Otavio Gomes.

Imagem ilustrativa da imagem Prefeitura planeja decretar estado de emergência para o Igapó
| Foto: Heloisa Gonçalves

Estudo para solução definitiva

Um decreto de emergência sobre a situação está sendo redigido pela Secretaria de Obras, que planeja uma solução definitiva para colocar em prática após o estancamento. O documento terá que ser analisado por outros órgãos municipais, como a Procuradoria Geral e a secretaria de Governo. "Vamos decretar estado de emergência apenas aqui pra o Lago Igapó, para que a gente consiga fazer esses serviços emergenciais e consertar essa comporta definitivamente."

Um grupo de trabalho formado pela Prefeitura para avaliar a situação do lago inclui o engenheiro que projetou a barragem do Igapó, Carlos Castelo Branco. “Toda a equipe de projetos já está acionada. Já temos uma ideia muito clara do que nós vamos fazer, e a priori a gente precisa consertar a comporta”, reforçou. Gomes disse ainda que a decisão está sendo discutida com órgãos colegiados, mas afirmou não ter previsão de quando será efetivada.

As comportas das outras partes do lago também se encontram em risco de rompimento, o que levou a secretaria a solicitar um estudo de viabilidade de todas as barragens. “Já estamos em fase de licitação. Dia 27 vai ser listado para a gente ver a situação de todas as comportas que compõem o Ribeirão Cambé, para que a gente consiga ter um raio-X de quais serão as próximas ações”, informou o secretário.

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