Prefeitura planeja ampliação
Segundo o superintendente da Acesf, Wilson Battini, a desapropriação do terreno anexo ao Jardim da Saudade agora está com a prefeitura. Ele torce para que o assunto se resolva sem problemas, e que o terreno já possa ser utilizado pela Acesf no final de 2002.
A área já está sendo objeto de estudos e avaliações da administração municipal há um ano. Também foi enquadrado no decreto municipal número 435, de julho de 1996, que dispõe sobre os padrões necessários às áreas que abrigam cemitérios.
Um estudo hidrogeológico da região foi providenciado, já que o decreto não permite que lençóis freáticos passem a menos de dois metros abaixo das sepulturas. O terreno também não pode ter mais de 15 graus de declividade. A lei quer evitar a contaminação de mananciais.
Pela legislação, as ossadas sepultadas em locais que não foram adquiridos pelas famílias em um prazo de três anos do enterro (ou inumação, como traz o decreto) podem ser retiradas. Numeradas e etiquetadas, vão para um ossário.
Afora o Jardim da Saudade, novas vagas costumam aparecer só com a desocupação de carneiras comprovadamente abandonadas. ''Sempre se dá um jeito, mas não há como garantir espaço eterno para novos sepultamentos'', disse Battini.
A ampliação, disse Battini, dará tempo para que a Acesf encontre um novo terreno para a construção de mais um cemitério, no ano que vem. ''Agora, é a única maneira para solucionar o problema da falta de espaço para sepultamentos em Londrina'', afirmou.





