Em 1996, a Prefeitura de Londrina desembolsou R$ 1,2 milhões para a compra da usina de reciclagem e compostagem de lixo, que deveria ser instalada no terreno do atual ‘‘Lixão’’. A usina, porém, nunca saiu do barracão da empresa fabricante, a Iguaçumec, em Cornélio Procópio.
O equipamento é composto por duas unidades de recepção de lixo bruto e três linhas de triagem e trituração de 100 toneladas cada, além de dois carregadores hidráulicos e equipamentos auxiliares, abrigada sob uma única cobertura. Com capacidade para processar 300 toneladas de lixo por dia, sua instalação necessita de um terreno mínimo de 40 mil metros quadrados.
A estrutura foi comprada através do processo licitatório do Edital de Tomada de Preços nº 02/96. Segundo Yoshio Akashi, diretor-presidente da Iguaçumec, o preço pago pela prefeitura compreende a fabricação, o transporte e montagem dos equipamentos, bem como o treinamento de funcionários. Desde então todas as peças estão guardadas em um galpão da fábrica, aguardando a conclusão das obras de engenharia civil no terreno, que seriam de responsabilidade da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA).
A usina foi projetada para separar o material reciclável – papel, papelão, embalagens pet e longa vida, alumínio, sucata metálica e plásticos – do lixo orgânico, que pode ser vendido como adubo. Sartori comentou que apenas 5% do lixo recolhido não tem valor comercial. Se enquadram nessa categoria as fraldas descartáveis e absorventes femininos, que devem ser enterrados.

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