Prefeitura notifica empresa sobre a licitação do Igapó
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terça-feira, 13 de novembro de 2001
Érika Pelegrino<Br>De Londrina 
A Secretaria de Administração de Londrina indeferiu o pedido da Ravasil Construções e Empreendimentos, de Apucarana, que entrou com recurso solicitando ampliação de prazo para realização das obras do Lago Igapó 2 e redefinição de valores. Ontem a empresa foi notificada e tem cinco dias para assinar o contrato ou apresentar a desistência formal.
A Ravasil venceu a licitação para executar os serviços referentes à primeira fase de revitalização do Igapó 2, mas entrou com recurso solicitando revisão de valores e ampliação de prazo. A Procuradoria Jurídica do Município deu parecer contrário ao pedido da empresa.
A partir do recebimento da notificação, segundo o secretário de Administração, Rubens Menolli, a Ravasil deverá decidir se vai realizar o serviço dentro do prazo de 25 dias estipulado no edital e com o valor apresentado em sua proposta durante a licitação: R$ 293.518,62. A Ravasil queria 60 dias para executar a obra.
De acordo com a Procuradoria Jurídica, se a empresa desistir do serviço estará sujeita a penalidades - advertência, multas, declaração de que se trata de uma empresa inidônea. O cronograma das obras ficará ainda mais atrasado, já que terá que ser aberto um novo processo de licitação para a execução das obras da primeira fase.
Esvaziado em maio, a promessa inicial era de que o lago seria devolvido ao seu estado normal em 30 dias. Diante dos problemas que tem apresentado, a obra corre o risco de não ficar pronta nem no dia 10 de dezembro, última data prevista.
A Ravasil foi a única participante do processo de licitação. Segundo Menolli, não é comum uma empresa vencedora pedir ampliação de prazo e redefinição de valores antes mesmo de iniciar o trabalho. De acordo com ele, a Ravasil teria justificado que se equivocou ao fazer os cálculos de custos devido à dimensão da obra, que exigiria vários projetos.
De acordo com parecer da Procuradoria Jurídica, o pedido da empresa não foi aceito porque o processo de licitação é muito formal e a proposta vencedora não pode ser alterada. A Folha está tentando desde sexta-feira falar com o proprietário da empresa, engenheiro Florindo Ravaneda, sem sucesso. Segundo uma funcionária, ele estaria viajando e assim que chegasse entraria em contato.


