Prefeitura notifica 57 bancas do Mercadão
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de maio de 2002
Sid Sauer Equipe da Folha 
Campo Mourão - A Secretaria de Fiscalização, Controle e Ouvidoria de Campo Mourão deu prazo de três dias para que 57 bancas do Mercado Municipal, o Mercadão, sejam desocupadas. A ordem foi dada porque as bancas estão ocupadas por comerciantes que não têm o decreto de posse. Eles não pagam aluguéis nem impostos. Os bancas irregulares representam 63,33% dos 90 espaços existentes no local.
Não é justo que a maioria ocupe as bancas irregulamente enquanto apenas uma minoria está em ordem, disse o secretário Cristiano Calixto. Segundo ele, a prefeitura vai apreender as mercadorias se as bancas irregulares continuarem ocupadas até sexta-feira. Ontem, no entanto, comerciantes sem o decreto de posse já começaram a esvaziar suas bancas. Parte deles são donos de boxes do próprio mercado.
Calixto informou que as notificações dadas esta semana fazem parte de um processo de revitalização do Mercado Municipal. No ano passado, devido a ocupação ilegal, o Mercadão deu um prejuízo de R$ 7 mil à prefeitura. A idéia agora é transformá-lo em um condomínio. O secretaria também pretende legalizar o imóvel que, apesar de ter sido inaugurado em 1971, até hoje não possui registro em cartório.
Os comerciantes que estão irregulares no Mercadão não quiserem comentar a ação da prefeitura. Tem muita coisa errada mesmo, disse o dono de uma banca que não quis se identificar. Apesar de possuir apenas uma banca, ele ocupa o espaço de três. Vou desocupar as outras duas, anunciou. Maria Inês dos Santos, que trabalha no local há 30 anos e é dono de 13 bancas, aprovou a fiscalização.
Quem está errado tem que se legalizar ou senão sair fora, frisou a mais antiga comerciante do Mercadão. Adélia Aparecido Bento, que está há 27 anos no local, espera que a medida melhore as condições do velho mercado. Ela reclama que gastou dinheiro do bolso para trocar lâmpadas queimadas, o que seria obrigação da prefeitura. Quem acha que vale a pena ocupar as bancas, então que pague por isso.


