Mauro FrassonO secretário de meio ambiente de Campo Largo, Haroldo Wohl: ‘‘A Chrysler ainda não fez o que o Rima determinou, mas acredito que ainda será feito’’Criticada pela Meacam como ‘‘cega, surda e muda’’ em relação aos possíveis problemas ambientais decorrentes da instalação da Chrysler, a Prefeitura de Campo Largo afirma não ver nada de errado. O prefeito Newton Puppi (PFL), ao contrário, diz que a administração ‘‘está atenta’’ e que foi a prefeitura a interessada em tomar a iniciativa da reunir hoje os ambientalistas e o diretor de assuntos governamentais da montadora, Luiz Fernando Beréa.
Para o prefeito, embora a montadora ainda não tenha concluído todas as obras e as recomendações do Rima, isso deverá ser feito no prazo previsto. Ou seja, antes do dia 7, quando a Chrysler inicia oficialmente a produção das caminhonetes Dakota. ‘‘Estamos preocupados com a qualidade de vida, sim, e por isso não queremos que Campo Largo tenha um perfil essencialmente automotivo, sem respeito ao meio-ambiente’’, diz o prefeito, que espera ouvir hoje as razões da Chrysler. ‘‘Não é que a Chrysler não tenha cumprido o que diz o Rima, ela ainda está cumprindo’’, afirma.
O secretário municipal de meio-ambiente, Haroldo Wohl, admite que a Chrysler ainda não efetuou ‘‘as medidas mitigadoras do impacto ambiental, conforme prevê o Rima’’. Segundo ele, ‘‘o que ficou pendente foi um estudo em relação ao impacto sobre as nascentes e vegetação’’. ‘‘Em primeira análise, a Chrysler ainda não fez o que o Rima determinou, mas acredito que ainda será feito’’, comenta.
Procurada pela reportagem da Folha, a diretoria da Chrysler em Campo LArgo preferiu remeter a questão para a assessoria de imprensa, em São Paulo. Como acontece hoje a reunião entre o representante da montadora e osambientalistas, a assessoria informou que ‘‘seria melhor’’ o diretor de assuntos governamentais, Luiz Fernando Beréa, explicar as razões da empresa. A reunião acontece a partir das 14h, na Prefeitura de Campo Largo. (E.B.J.)

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