O diretor de Operações da Companhia Municipal de Transporte e Urbanização (CMTU), Fábio Reale, confirmou ter recebido o pedido de revitalização do fundo de vale do Jardim Nova Conquista, mas disse que não há nenhum ''projeto específico'' de melhoria da área. De acordo com ele, a prefeitura reformou o local em 2000. ''Fizemos limpeza, revitalização, plantio de grama, parque infantil, proteção da nascente e baia para os cavalos. Só que a própria população detonou tudo'', disse.
Reale acrescentou que o município não pode executar um novo projeto se não houver comprometimento dos moradores em manter as melhorias. ''Seria jogar dinheiro fora''. O diretor admitiu, porém, que praticamente inexiste fiscalização sobre os infratores - o que acaba penalizando toda a população.
Para voltar a investir em melhorias, Fábio Reali disse que é necessário um trabalho prévio de conscientização. ''O que está acontecendo hoje é um primeiro passo para a conscientização. O pessoal está sentindo que fica sem área de lazer se detruir'', afirmou.
Segundo a Vigilância Sanitária, a presença de carrapatos oferece diversos riscos à saúde humana. ''Dependendo da espécie, pode transmir até febre maculosa'', disse o diretor da Vigilância, Maurício Barros. Segundo o coordenador de Saneamento, Moacir Gimenez, ''a questão dos carrapatos está associada ao trabalho dos carroceiros, então tem um fundo social, não dá simplesmente para proibir''. Ele afirmou que a Vigilância já fez aplicação de inseticida e que vai voltar ao local em breve.
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) iniciou há um ano um projeto para adequar o manejo dos cavalos. ''Temos parceria com a UEL e vamos começar, dia 6 de outubro, o cadastramento dos animais. Como não dá simplesmente para tirá-los, vamos trabalhar no controle dos carrapatos'', explicou a veterinária da Sema, Anne Christina Hiltel. Segundo ela, um primeiro levantamento mostrou que há 26 carroceiros e aproximadamente 40 cavalos nos bairros próximos ao Nova Conquista. ''Tentamos organizar uma associação, mas eles não quiseram'', afirmou.
Legalmente, a permanência de ''animais de tração'' em zonas urbanas é proibida pelo Código Sanitário do Estado.(F.C.)

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