Prefeitura não sabe como abrigar os idosos
A Prefeitura de Londrina não sabe para onde irão os 98 idosos que estão em 8 asilos que devem ser interditados pela Vigilância Sanitária (VS) no final do mês e não há vagas suficientes nos quatro asilos filantrópicos da cidade, que já abrigam 214 pessoas. A informação é do prefeito Nedson Micheleti (PT), que divulgou ontem o relatório sobre a situação de 18 asilos (14 particulares e quatro filantrópicos) da cidade. Nedson afirmou que não há dinheiro para construir novas instituições asilares e nem reformar as que já existem.
O realojamento dos idosos não foi o único ponto indefinido do relatório. O prefeito Nedson não tinha conhecimento de outras casas particulares que ficaram de fora do relatório. A Folha, no último sábado, identificou algumas casas na região central, onde alguns idosos pagam pensão e sobrevivem em condições precárias. A secretária do Idoso (Maria Angela Santini) deve conhecer esses casos, disse o prefeito. Maria Angela confirmou que existem quatro ou cinco casos que estão sendo analisados pela secretaria.
Segundo o relatório, dois abrigos, nos bairros Shangri-lá (Rua Via Láctea) e Ouro Branco (Rua das Papoulas) receberam notificação de interdição e foram multados por reincidência em R$ 15 mil. Duas casas particulares na região norte (Rua Luís Leopoldo e Rua Altemar Dutra), onde a equipe da Folha esteve há mais de duas semanas, estão em processo de interdição. O prazo de defesa para os proprietários vence hoje, mas a interdição só deve acontecer no final do mês, informou o chefe da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro.
De acordo com o relatório, apenas uma entre 14 casas de repouso possui licença sanitária. Vivem nesses abrigos 187 pessoas idosas e adultos, alguns deles com necessidades especiais. Para regularizar a situação, Nedson assinou um decreto estabelecendo normas para funcionamento de asilos na cidade. As normas, segundo ele, são baseadas em legislação nacional, mas com adequação local. A humanização de serviços e o respeito à identidade do idoso devem ser observados na concessão de alvarás, explicou a secretária do Idoso. Atualmente, os asilos são abertos, mesmo sem comprovar assistência médica especializada e infra-estrutura adequada.
O prefeito aproveitou a ocasião para informar que estão disponíveis, através do Fundo Municipal de Saúde, R$ 242 mil. Durante três meses, a verba vai proporcionar cerca de oito mil consultas com médicos especialistas. Não vai ser mais preciso esperar meses por consultas. Principalmente os idosos serão beneficiados, afirmou Nedson.





