Seis meses após o incêndio que derrubou boa parte da estrutura do antigo ginásio da Alga (Associação Londrinense de Ginástica Artística), na Rua Monte Castelo (Jardim Higienópolis), a FEL (Fundação de Esportes de Londrina) não estabeleceu prazo para reformar o local. O presidente do órgão, Fernando Madureira, insiste na promessa de transformar o espaço em "um centro de artes marciais".

Visão interna do antigo ginásio da Alga após o incêndio de junho
Visão interna do antigo ginásio da Alga após o incêndio de junho | Foto: Ricardo Chicarelli/Grupo Folha


Ele reconheceu que a discussão para tirar a obra do papel ainda é "embrionária", mas disse estar "confiante" com os apelos que serão feitos ao governo federal. No final da manhã do dia 17 de junho, moradores do entorno perceberam as chamas que consumiram o ginásio Alceu Malucelli, como é oficialmente conhecido. O Corpo de Bombeiros teve que utilizar três mil litros de água para conter o fogo.

Horas depois, a corporação avaliou os resultados da destruição: vidros quebrados, paredes queimadas e parte do telhado prestes a desabar, mas o cenário de abandono já tinha virado rotina para os vizinhos. Alguns afirmam que o cento esportivo, nos últimos meses, funcinou como abrigo para moradores de rua. "Eles voltaram pra lá. Está bem detonado. Um descaso total. A gente fica bem apreensivo com o que pode acontecer", salientou a atriz Edna Aguiar, que reside no bairro há vários anos.

Vinte dias após o incêndio, ela, junto com o violonista Leandro Rubi, inspirou-se no conto "O caminho do lobisomem", do educador Paulo Freire, para promover um protesto "pacífico e artístico". A encenação contou a trajetória do Córrego Vale da Água Fresca, que fica nas imediações da ex-sede da Alga. "Estamos com medo da insegurança", disse.

Para evitar mais incidentes, Madureira adiantou que "a Fundação de Esportes apenas interditou o local, que vai ficar dessa forma até o início de alguma reforma". Como o projeto não está pronto, ele não soube estimar quanto deve custar a obra.

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