Maringá - A Secretaria de Meio Ambiente de Maringá multou ontem, a CLI Lavanderia por lançamento irregular no Ribeirão Paiçandu, um dos 18 córregos poluídos da área urbana do município. A empresa tinha sido embargada no dia 14 de agosto deste ano pelo lançamento de produtos químicos no córrego, ficando proibida de jogar qualquer tipo de detrito no ribeirão. Apesar disso, os técnicos do Meio Ambiente detectaram novo lançamento de resíduos no córrego por parte da empresa. A multa aplicada é diária e equivale a R$ 2,5 mil.
Uma empresa de óleos lubrificantes também foi multada no início da noite de anteontem em R$ 700 mil pela Secretaria de Meio Ambiente de Maringá. A empresa foi denunciada há mais de um mês pelo lançamento de resíduos em lagoas instaladas a céu aberto, em Iguatemi, distrito de Maringá. A empresa também tinha sido notificada e proibida de realizar novos lançamentos. No final da tarde de anteontem, técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estiveram no local e constataram que a empresa continua mantendo as lagoas.
De acordo com o diretor da Secretaria de Meio Ambiente, Júlio César Garcia, nos dois casos, as empresas além de não apresentarem projetos de proteção ao meio ambiente adequado e aprovado pelos órgãos competentes, ainda continuaram com as atividades poluidoras. No caso da lavanderia, segundo Garcia, a empresa estava discutindo com a secretaria a possibilidade de executar no local um projeto ambiental, mas acabou colocando vários obstáculos e encerrou as negociações com o município. A multa diária de R$ 2,5 mil, conforme Garcia, só deverá ser suspensa caso haja bom senso da empresa de voltar as negociações para a preservação do Ribeirão Paiçandu.
O diretor-proprietário da CLI Lavanderia, José Carlos Morroni, disse que vai recorrer da multa. Segundo ele, a prefeitura não concedeu prazo hábil para a execução das obras. Ele também afirmou que a empresa está executando um projeto moderno de tratamento dos resíduos antes do lançamento no Ribeirão Paiçandu. O projeto vai custar R$ 100 mil.
Já no caso dos óleos lubrificantes, a empresa estava impedida de lançar resíduos nas lagoas à céu aberto até que fosse concluído as pesquisas no local sobre a contaminação do meio ambiente. A empresa também teria que providenciar a licença do IAP para continuar a atividade. O proprietário não foi localizado ontem, pela Folha. Um funcionário que não quis se identificar disse que o diretor-proprietário convocará a imprensa na próxima segunda-feira para falar sobre o assunto.

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