Os caminhões que transportam areia pelas estradas rurais dos distritos de Irerê, Paiquerê e Lerroville (zona sul) terão que obedecer um limite de peso determinado pela Prefeitura de Londrina. A medida foi adotada ontem, em reunião realizada na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) com a presença de representantes dos areeiros e do poder público municipal. O objetivo é evitar a deterioração do trecho asfaltado dessas estradas. Segundo o secretário de Obras do município, Aloysio de Freitas, o problema na conservação das vias deve-se ao peso excessivo dos caminhões que transportam areia.
A prefeitura vai normatizar os limites de peso por tipo de caminhão: 6 metros cúbicos para o caminhão ‘‘toco’’ e 10 metros cúbicos para o ‘‘trucado’’. Os areeiros mostraram-se bastante receptivos à medida, mas não abriram mão de exigir a manutenção urgente das estradas, cujo mau estado, como comenta Dirceu de Souza, um dos seis proprietários de portos presentes à reunião, é responsável pela duplicação das despesas com o transporte de areia.
Durante o encontro, o grupo de areeiros reclamou que o trecho de oito quilômetros de asfalto entre os distritos de Irerê e Paiquerê ‘‘só chegou ao estado de deterioração em que se encontra pela sobrecarga de trânsito, já que a outra estrada que também usávamos, pelo distrito de Lerroville, está totalmente abandonada e não oferece as mínimas condições de segurança para o transporte de areia.’’
De acordo com o secretário, o trabalho de recapeamento e ‘‘tapa-buraco’’ deve começar de imediato. ‘‘Por intermédio da Secretaria da Agricultura’’, informa, ‘‘vamos consertar primeiro a estrada de terra de Lerroville, para que possa voltar a ser usada e, em seguida, o trecho asfaltado de Irerê a Paiquerê.’’
No final de maio, a reportagem da Folha percorreu algumas estradas rurais de Londrina e constatou a precariedade das vias. O trecho entre os distritos de Irerê e Paiquerê, por exemplo, apresentava uma grande quantidade de buracos.
Carros, caminhões e ônibus precisam fazer verdadeiros malabarismos, além de andar em velocidade baixíssima para conseguir desviar dos buracos. Um caminhão carregado leva em média uma hora para percorrer o trecho de oito quilômetros, que é asfaltado.

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