Bela Vista do Paraíso Uma grande quantidade de alimentos com a validade vencida foi despejada no lixão de Bela Vista do Paraíso (40 Km ao norte de Londrina), na tarde de anteontem. Uma parte dos alimentos deveria ser utilizada para a merenda dos estudantes das escolas municipais e estaduais. Um total de 1.834 alunos são beneficiados com a merenda escolar no município. A prefeitura alega que uma parte dos alimentos foi apreendida em supermercados pela Vigilância Sanitária.
Dentre os alimentos inutilizados estavam pacotes de arroz, feijão, fubá, leite em pó, açúcar e bolacha. O vereador Julio César Moliani (PSC) pretende entregar hoje na delegacia uma denúncia formal contra o que ele considerou uma ''irresponsabilidade''. Moliani diz que foi procurado por populares que viram a camionete da prefeitura fazendo o transporte dos alimentos até o lixão. Na manhã de ontem, ele esteve no local para fazer a coleta, fotos e imagens dos alimentos que serão utilizadas como provas da denúncia. ''Queremos que a polícia instaure um inquérito para investigar isso'', frisou.
O vereador acrescentou que pretende pedir a abertura de uma Comissão Especial de Investigação (CEI), na Câmara, para investigar o caso. Moliani afirmou que, na tentativa de esconder o despejo, os alimentos foram cobertos por uma camada de terra. O vereador comentou que foi informado de que os alimentos teriam estragado depois de serem esquecidos no antigo prédio onde funcionava a secretaria municipal de Assistência Social.
A assessoria de imprensa da prefeitura negou que os alimentos tenham sido esquecidos no prédio. O secretário municipal de Assistência Social, João Salomão, esclareceu que, além dos alimentos apreendidos pela Vigilância Sanitária, uma outra parte seria formada por alimentos de má-qualidade que foram comprados pela prefeitura para distribuição às famílias carentes do município. Por mês, o município entrega 190 cestas básicas. ''Não tinha como comer'', pontuou.
Sobre os alimentos da merenda escolar, Salomão declarou que é possível que, dentre o lote enviado pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar), estar pacotes com a validade vencida. Outra opção, segundo ele, é os alimentos não terem sido utilizados durante o ano letivo passado e depois terem ficado com o prazo de validade vencido.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação informou que os alimentos repassados pela Fundepar têm, no mínimo, um ano de validade. Além disso, os alimentos passam por uma inspeção de qualidade na Universidade Federal do Paraná.

mockup