Sarandi Resíduos sólidos gerados por instituições da área de saúde têm sido depositados irregularmente no lixão de Sarandi (7 km a leste de Maringá). No final do mês passado, a Polícia Florestal de Maringá autuou a prefeitura, a Rede de Assistência à Saúde Metropolitana e a Sanetran Saneamento Ambiental por causa do problema. Diante da multa, a administração municipal passou a investigar a produção e o destino do lixo hospitalar gerado na cidade. O trabalho é feito pela Vigilância Sanitária e pelo Departamento Municipal do Meio Ambiente.
A multa recebida pelo município foi de R$ 35 mil. De acordo com a diretora de Meio Ambiente da prefeitura, Tálita Letícia Ortado Rodrigues, o lixo não foi jogado por órgãos ligados à administração. ''Por isso, começamos a fiscalização. Queremos resolver essa questão'', disse. O departamento tem acompanhado os depósitos feitos no aterro. ''Diminuiu bastante depois que começamos a fiscalizar'', afirmou.
A chefe da Vigilância Sanitária, Eliane Luiza Carolenski, relatou que há 75 estabelecimentos de saúde geradores de resíduos sólidos em Sarandi. Apenas 20% dessas empresas entre hospital, clínicas e consultórios médicos e odontológicos, veterinárias, postos de saúde e laboratórios de análise estão adequadas à resolução 306 da Anvisa, em vigor desde 7 de julho, que delega ao gerador a responsabilidade de dar o correto destino aos resíduos.
Na fiscalização, a Vigilância cobra dos estabelecimentos o ''plano de gerenciamento dos resíduos sólidos gerados pela saúde'', que deve ser apresentado junto com o contrato firmado com a empresa ou instituição que vai recolher o lixo. Aqueles que não possuem os documentos estão sendo infracionados e têm 15 dias de prazo para apresentar defesa e regularizar a situação. Caso isso não ocorra, sofrem risco de multa.
As duas empresas autuadas pela Polícia Florestal também não assumiram a autoria dos depósitos. A Sanetran foi autuada em R$ 5 mil por transporte e depósito irregular dos resíduos. A empresa é responsável pela coleta municipal de lixo e, segundo Tálita, só levou o lixo hospitalar ao aterro porque o mesmo estava acomodado em sacos normais (os resíduos devem ficar em sacos brancos).
Já o Hospital Metropolitano foi autuado em R$ 7 mil. Segundo o diretor da instituição, Carlos Alberto Ferri, o lixo foi levado irregularmente por catadores de papel que, depois de selecionarem materiais recicláveis, jogaram o restante no lixão. ''Recorremos da autuação'', afirmou ele, que é presidente da Organização ®MDNM¯de Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Centro de Tecnologia e Tratamento de Resíduos (CTR).
A entidade, segundo o diretor, é formada por 350 geradores de resíduos da região e tem o objetivo de baratear o tratamento desses materiais. A usina já está instalada e deve começar a funcionar na semana que vem, após receber uma licença de operação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

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