Prefeitura investiga apodrecimento de 500 kg de carne
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sexta-feira, 23 de agosto de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Cascavel - O secretário municipal de Educação de Cascavel, Marcos Vinícius Pires de Souza, determinou a abertura de uma sindicância interna para apurar os motivos que levaram ao apodrecimento de 500 kg de carne moída que seriam utilizados na merenda escolar. Acatando determinação da Vigilância Sanitária, que considerou a carne imprópria para consumo humano, metade do lote foi levado para animais do zoológico municipal, e a outra metade foi jogada no aterro sanitário.
O coordenador do Programa Municipal de Alimentação Escolar, Julsemino Siebeneichler, disse que a carne ficou estocada durante duas semanas do mês de julho, período de férias escolares, numa câmara frigorífica no Centro de Atendimento Integrado à Criança (Caic), no Jardim Clarito. Segundo ele, a câmara fria do setor de merenda escolar estava lotada, por isso a carne comprada através de licitação pública foi guardada no Caic.
Segundo o coordenador, os 500 quilos de carne moída representam um quarto da distribuição semanal para as 104 escolas municipais e 25 centros de educação infantil. Julsemino entende que a perda da carne não causou transtornos porque o lote fazia parte do estoque regulador. Ele informou que a carne foi comprada, apesar do período de férias escolares, para atender as creches. O lote de carne estragada custou R$ 1,1 mil aos cofres públicos.
A denúncia de que a carne havia estragado foi feita pela mãe de um aluno do Caic, que atribui a perda da carne à negligência do setor de merenda e à direção da escola. Segundo ela, a câmara frigorífica deveria ter sido monitorada no período de férias escolares. A carne moída estava acondicionada em dez caixas de 50 quilos e vários dias se passaram até que fosse percebido o descongelamento.
Julsemino frisa que as escolas municipais de Cascavel servem uma refeição semanal com carne moída. Na Escola Aníbal Lopes da Silva, no Bairro Floresta, os 600 alunos consumiram no mês de junho 70 quilos de carne moída em quatro refeições. A quantidade de carne que estragou daria para alimentar os alunos desta escola durante sete meses. ''Parece que o problema foi no refrigerador'', afirmou o secretário Marcos Vinícius, prometendo levar até o fim a investigação.


