Sid Sauer
De Campo Mourão
A Prefeitura de Campo Mourão interditou ontem quatro hotéis da área central da cidade. A fiscalização foi realizada em conjunto com a Polícia Militar porque havia denúncias de que os estabelecimentos estariam favorecendo a prática de prostituição e o comércio de drogas. Não houve flagrante de prostituição infantil nem de drogas, mas a prefeitura fechou três estabelecimentos por estarem com o alvará vencido e um por ser clandestino.
‘‘O Hotel Libriana oficialmente nunca existiu’’, disse o advogado Levi Queiroz da Paixão, da Procuradoria-Geral da prefeitura. ‘‘O estabelecimento nunca teve alvarᒒ, explicou. Já nos hotéis Ipanema, Estrela e Brasil, o problema foi o fato dos alvarás estarem vencidos há vários anos. O alvará vale por apenas um ano.
A fiscalização da prefeitura e a PM passaram ainda por outros três estabelecimentos, mas não foram encontradas irregularidades. Segundo Paixão, a blitz percorreu hotéis que vinham sendo alvo de denúncias e reclamações na Ouvidoria Geral. A Polícia Militar revistou todos os quartos em busca de drogas, mas nada foi encontrado. Houve apenas indícios de prostituição. No Hotel Brasil, os fiscais chegaram a flagrar um homem pagando R$ 10,00 a uma prostituta.
Segundo a prefeitura, os quatro estabelecimentos interditados só poderão reabrir depois de regularizarem suas situações. ‘‘Para conseguir o alvará, o hotel terá que passar por inspeções da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros’’, ressaltou Paixão.
Segundo o advogado, o caso mais grave é do Hotel Estrela. ‘‘Esse dificilmente terá condições de ser reaberto’’, avalia o advogado. O estabelecimento, além se ser o campeão de reclamações na Ouvidoria, vinha sendo mantido em instalações precárias. O advogado disse ainda que os hotéis interditados também vinham ‘‘desviando’’ suas funções originais. Ao invés de cobrarem diárias, eles cobravam por hora. ‘‘Eles atuavam como motéis e não como hotéis’’, frisou Paixão.

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