Depois de inúmeras tentativas de remoção dos moradores de rua que ocupam as proximidades do ginásio Moringão (área central), a Fundação de Esportes de Londrina (FEL) começou a levantar uma cerca de dois metros de altura. O grupo continua morando no local.
Segundo levantamento do departamento de Saúde Mental da Secretaria de Saúde, o grupo é formado por 28 jovens dependentes químicos, com idades entre 18 e 25 anos. O comportamento violento dos jovens, que já tentaram agredir repórteres da Folha e acumulam reclamações de vizinhos e usuários do ginásio, fez com que a secretaria tivesse que removê-los em outras ocasiões, mas as ocupações retornam.
Ontem, um dos operários que trabalhava na obra afirmou que os jovens estariam ameaçando derrubar a cerca durante a noite. ''Eles não estão mexendo com a gente, mas estão espalhando que vão derrubar'', afirma o operário, que pediu para não ser identificado.
Depois que a grade estiver terminada, em um prazo previsto de 10 dias, o grupo será removido do local e vai inaugurar um novo projeto social, o ''Pensão Protegida''. A idéia é alojar os jovens em uma casa, onde eles receberão alimentação e terão acompanhamento de psicólogos, assistentes sociais e terapeutas. ''Eles são refratários ao tratamento tradicional e com essa abordagem de redução de danos pretendemos chegar até eles'', explica a coordenadora do projeto, Cristina Schurmann.
Segundo ela, equipes de assistentes sociais já começaram a abordagem. Contudo, o imóvel que vai abrigar o projeto ainda não foi definido. ''Dependemos do Judiciário que vai fornecer o imóvel mas, se for o caso, os jovens serão atentidos emergencialmente no Espaço Vida''.
O presidente da FEL, Marival Antônio Mazzio, promete chamar a polícia caso novas invasões ocorram no ginásio após a construção da cerca.

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