Prefeitura inicia avaliação

Orlando Kissner/SMCSO prefeito Cassio Taniguchi inaugura a primeira estação completa para medir a poluição do ar, equipada com aparelhos doados pelo governo alemão, em investimento que totaliza US$ 1 milhão. Instalação foi comemorada por ambientalistasAté o final do ano
deverá estar funcionando
rede de quatro pontos
de avaliação do ar
Começou a funcionar ontem, na Cidade Industrial de Curitiba, a primeira estação completa de medição de poluentes atmosféricos da cidade. Patrocinado pelo governo alemão, o equipamento vai identificar os níveis de ozônio, monóxido de nitrogênio e monóxido de carbono, além do óxido de enxofre, poeira e fumaça, já medidos na estação da Santa Casa. A expectativa é que até o final do ano esteja instalada toda a rede de estações, com pontos de aferição nos bairros Santa Cândida e Santa Quitéria e ainda a complementação do equipamento da estação da Santa Casa.
As estações cedidas pelo Instituto Fur Spektrochemie und Angewandt Spektroskopie, do governo alemão, totalizam um investimento de US$ 1 milhão e já foram utilizadas durante três anos em Cubatão (SP). Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Sérgio Tocchio, o monitoramento será feito de forma preventiva.
A estação da Santa Casa foi implantada há dez anos e é monitorada pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Apesar dos boletins indicarem que a qualidade do ar esteve entre regular e inadequada nos últimos 269 dias, a chefe da Divisão de Tecnologia Ambiental, Ana Cecília Kovacki, diz que a qualidade do ar é boa e tem variações por causa de obras na região, que aumentam apenas o nível de poeira e não de poluentes.
Os dados coletados na rede de monitoramento que começou a ser instalada ontem vão ser cruzados também com as variáveis climáticas para obter resultados mais precisos. O ambientalista José Álvaro Carneiro, da Liga Ambiental, representante das Organizações Não-Governamentais na Câmara Municipal, comemora a instalação da estação e agradece ao governo alemão. ‘‘Reivindicamos isso há 15 anos’’, disse. Ele afirma que o equipamento é um bom primeiro passo para monitorar a qualidade do ar em Curitiba. ‘‘Mas é só isso’’, complementa.
Para Carneiro, seriam necessárias mais cinco estações do mesmo porte na Região Metropolitana e outras menores, para avaliar com mais segurança os níveis de poluição. ‘‘Algumas devem ser instaladas no Nordeste e Leste da cidade, por onde os ventos chegam, e outras do outro lado, por onde eles saem. Além disso, perto das cimenteiras em Campo Largo e Rio Branco, pois as fábricas queimam resíduos tóxicos’’, explica. (Mônica Kaseker)

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