Prefeitura fiscaliza vazamentos
A Secretaria Municipal do Meio Ambiente inicia dentro de trinta dias fiscalização nos postos de combustíveis, para garantir a integridade dos tanques de armazenagem de gasolina, álcool e diesel. A fiscalização será realizada apenas nos estabelecimentos instalados antes de novembro de 1995, quando entrou em vigor a Lei 8.681, que estabelece critérios para a construção de postos.
A chefe da Divisão de Fiscalização e Controle de Poluição, Adriana Espíndola Kobiyama, diz que um tanque deteriorado traz riscos de contaminação do solo e até do lençol freático. Desde que a nova lei entrou em vigor, Adriana diz que foram registrados cinco casos de vazamento de combustível em Curitiba. Mas o presidente do Sindicombustíveis, Roberto Fregonese, admite que 30% dos postos estão com os tanques com vida útil ultrapassada.
Os estabelecimentos fiscalizados terão de comprovar a realização dos testes de estanquidade, que mostram se há ou não vazamento nos tanques subterrâneos. Segundo Adriana, a legislação anterior determina que estes testes sejam feitos a cada três anos.
Já os postos construídos a partir de 1995, ficarão de fora da fiscalização por causa da lei atual. Ela determina que os tanques e suas tubulações sejam submetidos ao primeiro teste de estanquidade somente a partir do décimo ano depois da instalação. Depois disso, as avaliações acontecem a cada três anos.
Adriana Kobiyama calcula que em Curitiba existam aproximadamente 300 postos de combustíveis. O estabelecimento que não tiver o teste de estanquidade atualizado receberá um prazo de dez dias para realizá-lo. Se o documento não for apresentado, a empresa receberá multa de R$ 700, que pode ser aplicada diariamente.Arquivo FolhaPostos terão de comprovar que seus tanques estão em boas condiçõesAdriana Ribeiro





