Ponta Grossa

Celso MargrafMigraçãoCastro, localizado a 40 quilômetros de Ponta Grossa, tem 58.500 habitantes e 401 barracos construídos em áreas irregulares, onde moram 3% da populaçãoPara conter o êxodo rural e o crescimento acelerado das favelas, a Prefeitura de Castro, município a 40 km de Ponta Grossa, implantou o programa ‘‘De volta ao Campo’’, que tem o objetivo de levar de volta à zona rural pessoas que vieram ganhar a vida na cidade e acabaram ficando sem trabalho e até mesmo sem ter onde morar.
Através de um levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Bem Estar Social, a prefeitura descobriu que grande parte das famílias que mora nas favelas de Castro saíram da zona rural. O fato mais curioso, que também motivou a realização desse programa, é que muitas dessas famílias já foram pequenos produtores e ainda possuem sítios e áreas de cultivo em diversas regiões da zona rural do município.
O prefeito de Castro, Claudioni Braga (PMDB), explica que essas pessoas decidem aventurar-se na cidade, mas quase nunca obtêm sucesso por encontrarem uma realidade totalmente diferente daquela do campo. Quando essas famílias começam a perceber que a vida na cidade é mais difícil que no campo, elas já não têm dinheiro nem estrutura para voltar ao campo. ‘‘É justamente nesse ponto que o programa De volta para o Campo entra em ação, fornecendo toda a estrutura e assistência necessária para que essa família que possui um pedaço de terra volte a viver e tirar o seu sustento na zon rural’’, disse Claudioni.
Entre os benefícios concedidos às famílias que participam do programa a prefeitura oferece o transporte e realiza a mudança da cidade para o campo, fornece adubo e sementes de culturas da época para que o pequeno produtor começe a plantar novamente; assistência médica, social e educacional. A família que volta para o campo também recebe 20 galinhas poedeiras, uma leitoa, um cesta básica por mês e toda a ração e o milho necessários para alimentar os animais.
As famílias contempladas com o programa de uma certa maneira têm o seu retorno ao campo financiado pela prefeitura, que vai acompanhá-las pelo período de três meses, trabalhando para fixar e reestruturar novamente essas pessoas na zona rural. Em alguns casos, quando as famílias tiveram suas casas no campo destruídas ou danificadas pela ação do tempo, a prefeitura fornece a madeira e até o marceneiro para a construção de uma nova moradia.

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