A prefeitura de Campo Mourão bloqueou o acesso à estrada rural usada como desvio da praça de pedágio da BR-369, na divisa com Mamborê. A prefeitura alega que vai executar obras de adequação no local. O secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Ademir Moro Ribas, disse que a prefeitura também vai construir lombadas para tentar diminuir o volume de carros e caminhões que passam por ali. ‘‘A reclamação dos moradores da região é muito grande’’, explica o secretário. O desvio do pedágio tem cerca de seis quilômetros, a maior parte em Campo Mourão e o restante em Mamborê.
Ribas disse que a prefeitura vai fazer lombadas até a ponte sobre o rio que divide os dois municípios e vai cascalhar a pista para diminuir a poeira, uma das reclamações dos moradores. As obras surpreenderam os motoristas que costumam usar o desvio, principalmente moradores de Mamborê.
O secretário explicou que reforçou o bloqueio porque os motoristas continuavam usando o desvio passando com os carros sobre as plantações. As obras devem terminar dentro de uma semana, mas podem atrasar se continuar chovendo. ‘‘Os moradores reclamam porque tinham uma vida sossegada e, de repente, passaram a ter tráfego 24 horas por dia’’, ressalta Ribas.
Além disso, a poeira levantada pelo tráfego intenso encobriu as pastagens e prejudicou a alimentação do gado. A prefeitura diz que não pode fechar a estrada, que serve a agricultores da região e também faz parte do itinerário do transporte escolar. O trânsito pelo desvio aumentou com o reajuste das tarifas do pedágio. O preço para carros pequenos subiu de R$ 1,60 para R$ 3,50.
A Folha não conseguiu falar ontem com o prefeito de Mamborê, Ricardo Radomski (PSDB), que estava viajando. No ano passado, depois de não conseguir um acordo com a Viapar, Radomski ameaçou melhorar o desvio para que os moradores da cidade não pagassem o pedágio.

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