de Curitiba

Albari RosaVandalismoEstatísticas da Urbs mostram que a maior parte de atos de vandalismo ocorre nas proximidades dos bailões, aos sábados entre 4h30 e 5h30 e aos domingos às 5hA violência nos bailões de periferia, estações-tubo, ônibus e saída dos jogos de futebol em Curitiba está sendo combatida através de uma operação conjunta entre a Polícia Militar e a prefeitura. Nesse final de semana, oito bailões foram fechados por falta de alvará de funcionamento, nos bairros do Pinheirinho, Novo Mundo, Portão e Sítio Cercado.
A operação reuniu 30 policiais militares, fiscais da Secretaria Municipal de Urbanismo e Bombeiros (para verificar a existência de extintores e saídas de emergência, além das instalações elétricas). O objetivo é retirar de circulação as gangues responsáveis pelos danos ao patrimônio público e fiscalizar as pessoas que portam armas. Seis pessoas foram detidas, acusadas de jogatina a dinheiro.
Estatísticas da Urbs mostram que a maior parte de atos de vandalismo ocorre nas proximidades dos bailões, aos sábados entre 4h30 e 5h30 e aos domingos às 5 horas da manhã, quando os bailões encerram as atividades e os grupos de jovens saem às ruas.
Assaltos - O policiamento das estações-tubo nos bairros onde há maior incidência de assaltos também foi reforçado a partir desse final de semana. A operação, que envolve cerca de 300 policiais, pretende reverter o crescimento desse tipo de crime na cidade. Na semana passada, 18 estações foram assaltados nos bairros do Portão e Capão Razo, e outras dez na Cidade Industrial de Curitiba.
De janeiro a abril deste ano foram registrados assaltos em 530 estações-tubo de diversos bairros da cidade, com prejuízos de cerca de R$ 200 mil. O crescimento é de 100% em relação aos 12 meses do ano passado. Em 1996, foram registrados 683 assaltos, causando prejuízos de cerca de R$ 107 mil.
Segundo dados da Urbs, o prejuízo de cada assalto é de R$ 160,00, em média, o que corresponde à arrecadação tarifária de 250 passageiros que utilizam o sistema de transporte urbano.
Segundo o presidente da Urbs (Urbanização de Curitiba), Fric Kerin, o maior problema são as gangues que atuam na periferia. ‘‘Nesses locais, que receberão atenção especial do policiamento, os assaltos acontecem a qualquer hora do dia’’, diz Kerin.
O presidente da Urbs recomenda que os usuários do sistema priorizem o vale-transporte, utilizando dinheiro para pagar a passagem apenas em último caso. Como os vales são armazenados em um cofre na própria catraca, isso inibiria a ação dos ladrões. Kerin orienta os funcionários do sistema para que, em caso de roubo, acionem imediatamente os fiscais da Urbs e a polícia para que sejam tomadas as devidas providências.

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