Cambé – Uma assembleia no início da noite de ontem definiria os rumos da greve dos servidores públicos de Cambé. Durante a tarde, uma longa reunião, envolvendo o prefeito João Pavinato (PSDB), membros do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SindServ), Ministério Público e da Câmara Municipal, serviu para discutir as reivindicações da categoria. A cidade tem 2,6 mil servidores.
Os servidores querem o pagamento da hora-atividade para os professores, vale alimentação no valor de R$ 150, revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) de quatro categorias da área da saúde e abono dos dias parados. "O reajuste de 10% nos salários nem é o ponto principal. Se chegarmos a um ponto em comum em relação às demais reivindicações, o reajuste pode ser discutido sem paralisação", afirmou o presidente do SindServ, Carlos Aparecido da Silva.
A administração municipal se comprometeu, de forma gradativa, a pagar o complemento da hora-atividade a partir do segundo quadrimestre do ano – atualmente a Prefeitura paga 20% do bônus – e no mesmo prazo analisar o novo PCCS. "Não temos como arcar com a cesta básica pela falta de recursos. Em relação aos dias parados, propusemos que as faltas sejam repostas", frisou Pavinato.
A promotora da Saúde, Adrina Lino, cobrou que as negociações continuem, mas sem paralisação para não prejudicar ainda mais a população. "Tenho orientado a Secretaria de Saúde para que, se for o caso, faça contratações diretas para não comprometer o atendimento essencial." A assembleia não havia terminado até o fechamento da edição.(L.F.C.)

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