A Secretaria de Saúde de Londrina vai fazer uma operação pente fino na zona norte e área central, a partir da próxima segunda-feira, para diminuir os casos de dengue. Deverão ser vistoriados cerca de 30 mil imóveis. Segundo o último boletim divulgado pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), foram confirmados mais 33 casos da doença, elevando o número para 257.
Do total de casos confirmados, 141 são da zona norte, 61 da central, 22 da leste, 18 da região sul e 16 da oeste. Até agora foram notificadas 1.099 pessoas e cerca de 408 casos foram descartados.
‘‘Vamos colocar nas ruas da zona norte e do centro da cidade 130 agentes de controle a dengue para fazer a eliminação dos focos e orientar a população sobre como evitar a dengue’’, afirmou a gerente do setor de Epidemiologia, Josemari de Arruda Campos.
Segunda ela, a tendência é que as notificações diminuam com a chegada do frio, mas alerta que novas confirmações deverão chegar nos próximos dias. ‘‘É fundamental agir agora, para que no próximo verão não tenhamos tantas confirmações’’, observou.
Durante a operação pente fino, a secretaria pretende visitar 18.684 imóveis na zona norte, dando preferência para os bairros com maior incidência de casos, como os conjuntos Milton Gavetti (44 confirmações), Aquiles Stenghel (41) e Maria Cecília (32). Na área central, o objetivo é visitar 11.352 imóveis.
De acordo com o coordenador da operação e supervisor do setor de endemias, Elson Belisário, o trabalho irá além da eliminação de focos do mosquito. ‘‘A proposta é envolver toda comunidade nesta operação.’’ Ele informou que o trabalho prevê ainda mapeamento dos locais de risco, como bueiros, ocos de árvores, terrenos baldios, calhas e caixas d’água.
Para o secretário de Saúde, Silvio Fernandes, o sucesso da operação vai depender muito das parcerias que estão sendo fechadas. Ele cita como exemplo a dificuldade de acesso aos imóveis fechados. ‘‘Estamos contando com o apoio das imobiliárias, que vão nos fornecer as chaves dos imóveis fechados para os agentes entrarem’’, informou. Ele acredita que dos 30 mil imóveis, pelo menos 7 a 8% estejam fechados.

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