Imagem ilustrativa da imagem Prefeitura fará nova licitação para ônibus, mas não garante redução na tarifa
| Foto: Gustavo Carneiro/Folha de Londrina



A Prefeitura de Londrina deu a largada na manhã desta quarta-feira (22) para a realização de nova licitação para concessão do transporte coletivo municipal, com decreto passando para a CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização) a responsabilidade pela realização do certame. Apesar de não renovar o contrato atual, não há previsão de mudança no valor da tarifa, atualmente de R$ 3,95, mas há a promessa de melhores serviços com uma visão que privilegie a integração entre as linhas ao invés dos terminais distribuídos nas regiões da cidade.

O contrato atual se encerra em 19 de janeiro. A orientação para não renovar e fazer novo concurso para a concessão do serviço partiu de um grupo de trabalho formado pelo prefeito Marcelo Belinati (PP), conforme adiantou a FOLHA no fim de junho. Um dos empecilhos seria a falta do Plano de Mobilidade Urbana, que ainda não existe, mas, segundo a equipe de Belinati, seria possível elaborar um contrato que preveja alterações decorrentes de possíveis demandas deste plano. A expectativa é que a nova licitação chegue a R$ 2 bilhões em 15 anos.

Segundo o prefeito, a ideia é que haja uma redução no percentual na taxa de lucro sobre investimentos das empresas, que consta no contrato atual e encarece a tarifa. A administração municipal já cortou unilateralmente o percentual, mas as empresas recorreram ao Judiciário e venceram em duas instâncias – a dívida com a administração atual já chega a R$ 80 milhões, em valores atualizados.

Questionado duas vezes sobre uma possível redução na tarifa, Belinati foi evasivo: "O objetivo é fazer a menor tarifa possível com o melhor serviço prestado", limitou-se a dizer.

A licitação será elaborada pela CMTU, com base na expertise da companhia supervisionando o serviço nos últimos 15 anos e com base nas demandas levantadas pela Câmara Municipal de Londrina. As propostas serão submetidas a audiência pública e a expectativa é que a licitação seja aberta até outubro. Ainda de acordo com Belinati, apesar de o plano de mobilidade só ficar pronto em dois anos, haverá uma proposta de início de implantação para o início do novo contrato.

Após a coletiva com Belinati, a Metrolon, que representa a TCGL (Transporte Coletivo Grande Londrina) e a Londrisul, que exploram o serviço municipal, disse que recebeu "com surpresa" a informação sobre a nova licitação.

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