A Prefeitura de Londrina ainda não decidiu qual será a resposta ao acórdão que proibiu a reintegração de posse de um terreno público no Jardim Marieta (zona norte). Na última segunda-feira, o Tribunal de Alçada acatou o agravo de instrumento contra a retomada da área que abriga cerca de 105 famílias desde o dia 1º de maio. A justificativa é que o despejo poderia gerar uma situação ainda mais polêmica.

O procurador-geral do município, Carlos Scalassara, disse que a prefeitura tem duas opções: continuar a discussão sobre a permanência das famílias na área ou acolher a decisão do Tribunal e tentar agilizar o processo pela posse da mesma. ''Vamos esperar a publicação do acórdão no Diário da Justiça para depois decidirmos o que fazer'', explicou.

Os quatro hectares ocupados são destinados à construção de uma escola, centro comunitário e área de lazer. Para Scalassara, a existência de sem-teto no terreno é um desvio de finalidade e um prejuízo à comunidade do bairro, que fica sem os serviços pretendidos.

A prefeitura já ofereceu lotes para todas as famílias na zona oeste, mas elas não querem mudar de região. A justificativa apresentada pelo grupo são as dificuldades econômicas e sociais que a mudança poderia acarretar. ''Eles preferem a região norte porque vivem ali há 10 anos ou mais. Os desempregados conseguem negociar crédito no comércio, têm vaga garantida para os filhos nas creches e escolas, além da chance de arrumarem 'bicos' e formarem uma comunidade'', explicou o advogado Marcos Leate.

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