James Alberti
De Curitiba
O coordenador do Disque Solidariedade, Jackson Mozart Silva, reafirmou anteontem que a Prefeitura de Curitiba conseguirá cumprir a meta de entregar dois mil kits-moradias, como vem anunciando desde o lançamento do programa no dia 9 do mês passado. Silva contestou a análise da Folha publicada anteontem, de que o número de casas entregues seria menor. O estudo deste jornal foi baseado em dados divulgados pela assessoria de comunicação da Prefeitura. As informações da assessoria revelam que a oficina que constrói as casas tem atualmente capacidade para construir 20 kits ao mês. Para atingir a meta, é necessária a confecção mensal de 166 casas. Até ontem, 45 dias após o começo do programa, haviam sido entregues 30 kits, conforme Silva.
A pequena produção seria resultado de ajustes pelos quais o programa ainda estaria passando, afirmou o coordenador. A construção de kits deve ser maior quando funcionários que estão em treinamento começarem a trabalhar. O coordenador disse ainda que atualmente quatro funcionários fazem os kits. Outros oito devem ajudar no trabalho a partir do próximo mês. Apesar do número de funcionários triplicar, Silva afirmou que o número de fabricação de kits irá aumentar oito vezes. Segundo o coordenador, a oficina poderá confeccionar cerca de 150 kits ao mês, o que ainda será insuficiente para atingir a meta.
Parcerias da prefeitura com empresas privadas são fundamentais para o sucesso programado pela administração municipal. A ajuda privada também permitiria o incremento do programa. Silva considerou de qualidade a madeira entregue para a construção das casas. Ele negou que o projeto seja uma ‘favelização oficial’, devido à qualidade e ao tamanho das casas. Segundo ele, muitas pessoas que ganham terrenos da Companhia de Habitação de Curitiba (Cohab-CT) não têm condições de construir uma casa. ‘‘O kit’’, disse, ‘‘serve de teto provisório para não ficarem ao relento.’’

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