A Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Maringá embargou ontem a montagem de uma estação de radiobase para telefonia fixa, que era erguida a menos de 500 metros da estação de passageiros do novo aeroporto. Foi a primeira torre de telefonia embargada desde a sanção da lei que permite as antenas apenas em áreas industriais. ‘‘Não sei se o local é área industrial, mas o embargo tem a ver com a falta de documentação’’, disse o diretor técnico da secretaria, Luis Carlos Barbosa. O novo aeroporto ainda não está operando com vôos comerciais.
Segundo Barbosa, a estação pode estar em área industrial, mas a obra tem que possuir alvará da prefeitura, autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e do 5º Comando Aéreo Regional (Comar). A GVT, empresa espelho de telefonia fixa que vai atuar em nove estados e no Distrito Federal, proprietária da torre, não tinha nenhum dos documentos necessários.
A estação radiobase começou a ser erguida a menos de 100 metros da cabeceira da pista do Aeroporto Gastão Vidigal, que recebe os vôos comerciais de Maringá. O Comar e a prefeitura impediram a continuidade da obra porque o local está na área de aproximação da pista. A antena, com mais de 50 metros de altura, foi erguida então no mesmo bairro e segundo os moradores continua apresentando risco para as aeronaves. ‘‘Nem sinalização noturna a antena possui, apesar de estar a cerca de 200 metros da pista do aeroporto’’, reclama Gilberto Real Prado, presidente da associação do bairro.
O supervisor de montagem Cledis Correa da Silva, responsável pelas antenas da TGV em Maringá, disse ontem que já sabia do embargo da obra. Mas que ainda não tinha conhecimento dos motivos e se realmente faltavam documentos. Operários que trabalhavam na estação estavam ontem recolhendo os equipamentos de montagem. Um deles, que não quis se identificar, disse apenas que estava indo para outra cidade montar torres.

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