Prefeitura economiza 23% em asfalto
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quinta-feira, 02 de outubro de 1997
Curitiba 
Cesar Brustolin/SMCSObrasCom a produção da Usina de Asfalto, desde janeiro foram recuperados 3,2 mil quilômetros de vias públicas nos 75 bairros da cidadeDe janeiro a agosto deste ano a Prefeitura Municipal de Curitiba economizou R$ 500 mil em material para a recuperação de ruas pavimentadas com asfalto e antipó. A principal reponsável por essa economia foi a Usina de Asfalto da prefeitura, que produziu 20 mil toneladas de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ) e 33 mil toneladas de pré-misturado a frio (PMF). A produção própria, com custo de R$ 1,8 milhão, representou uma economia final de 23%. Se a Prefeitura tivesse que comprar o material utilizado, gastaria cerca de R$ 2,3 milhões.
O CBUQ é o asfalto quente, usado para a manutenção da malha viária definitiva da cidade, e o PMF é o asfalto frio, usado para recuperar a pavimentação em antipó. O material foi utilizado na recuperação em 3,2 mil quilômetros de vias públicas nos 75 bairros da cidade. Foram recuperados 2,7 mil quilômetros de ruas em antipó, 446 quilômetros de asfalto, 32 quilômetros de recape e 2,5 quilômetros de lama asfáltica. Todas as obras foram realizadas por funcionários do quadro próprio da Secretaria Municipal de Obras.
Novas obras - Até o final deste mês a Prefeitura entrega mais 5,5 quilômetros de recape na via rápida João Tobias Pinto Rebello, que liga a rua João Bettega à BR-116. O trecho está recebendo 8,2 mil toneladas de CBUQ produzidos na Usina. A pavimentação estava bem deteriorada e precisava desse recape para garantir maior segurança aos motoristas e aos pedestres, explica o coordenador da obra, o engenheiro Luciano Almeida Canto.
Em toda a sua extensão, a via rápida passa pelos bairros do Portão, Novo Mundo e Capão Raso e é uma importante rua de ligação desses bairros com a Cidade Industrial de Curitiba. Para evitar transtornos aos motoristas que circulam pelo local, a obra está sendo realizada quadra a quadra e em meia pista.
A usina - Para manter o padrão de qualidade do material produzido, a usina conta com um laboratório equipado com estufas, secadoras, balanças e ventiladores. A produção não gera poluição e é submetida a um rigoroso controle de qualidade, conta o gerente da Usina, o engenheiro João Carlos Vidal Filho.
Materiais básicos e insumos, como CAP-20, liga aderente e impermeabilizante que dá a cor preta ao asfalto, derivado de petróleo e RMIC, aderente e impermeabilizante usado no asfalto a frio, são avaliados em dois momentos, no laboratório e no momento de carregar os caminhões, a fim de certificar sua qualidade.
Desde janeiro do ano passado, a usina implantou um moderno filtro antipoluente. As chaminés não emitem mais gases nem fuligem. Toda a poluição é filtrada e fica retida nas 352 mangas de um tecido especial que reveste o equipamento. Fomos os primeiros no Paraná a implantar um sistema moderno como esse, informa o engenheiro.


