Prefeitura e UFPR vão analisar qualidade do ar
Rubens Burigo Neto
Especial para a Folha
Para complementar e ampliar a divulgação dos índices da qualidade do ar de Curitiba, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) vai usar as análises do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente e Desenvolvimento (Nimad) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Há quatro anos o Nimad realiza, em conjunto com 28 escolas da cidade, o controle e monitoramento diário da qualidade do ar da cidade, utilizando a presença do ozônio como referência.
Vamos nos unir para analisar os dados coletados por nós e pelo Nimad, para evitar que as avaliações tenham interpretações diferenciadas, assegura a diretora de pesquisa e monitoramento da Semma, Marilza Oliveira. A professora senior do Nimad, Zióle Zanotto Malhadas, afirma que, por ser reconhecido internacionalmente, o método de detecção de ozônio vai ajudar as autoridades a prever eventuais problemas no meio ambiente e também na saúde das pessoas.
Nos Estado Unidos foi comprovado que a exposição ao ozônio traz prejuízos cumulativos à saúde das pessoas. Gostaríamos que o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) adotasse uma legislação semelhante a utilizada nos EUA e no México, para que o monitoramento do ar ficasse mais completo, explica a pesquisadora. Em Curitiba o Nimad faz o controle da qualidade do ar usando um sensor simples chamado de badge ou Ecosinal . É um filtro químico específico para detectar a concentração de poluentes na atmosfera.
A cor do filtro muda conforme a presença de algum elemento químico é detectada. Depois, a cor do filtro é comparada à uma tabela que especifica a quantidade de poluentes que agiram sobre ele. O Ecosinal fica exposto ao ar livre, durante 8 horas. As medições são feitas durante quatro semanas e os dados são tabulados e avaliados por técnicos da UFPR. O limite estabelecido pelo Conama, para os níveis de presença de ozônio na atmosfera é de 160 microgramas por metro cúbico por uma hora; e não deve ser excedido mais de uma vez ao ano. No entanto, em medições passadas na capital, foram registrados 400 microgramas em medição de oito horas.





