Cerca de cem moradores do bairro Guarituba, em Piraquara, ocuparam ontem pela manhã a sede da prefeitura do município da Região Metropolitana de Curitiba. Revoltados com a quinta morte neste ano por choque elétrico, eles pediam uma solução da prefeitura para a regularização de seus lotes, condição necessária para a instalação da energia elétrica e de saneamento. As mortes foram causadas pelo manuseio de fiação clandestina feitas na rede da Copel.
De acordo o vereador Gabriel Gabão Samaha (PSDB), os moradores querem que a prefeitura tome uma posição imediata em relação as áreas de ocupações. Quase a totalidade dos 10 mil moradores do Guarituba vivem numa região de manancial. ‘‘A ocupação dessas áreas é irregular, mas não se pode mais postergar uma solução para eles’’, afirma.
O vereador defende, como primeira medida, a implementação da infraestrutura básica - água e luz. Mas a assessoria da Copel avisa que a empresa não pode implantar rede elétrica por estar praticando um ato ilegal. Por lei, esse tipo de serviço só pode ser efetivado quando o terreno é regular. ‘‘Mas esta desculpa não soluciona o problema imediato’’, reclama o vereador.
Samaha diz que médio prazo é preciso que a prefeitura crie um modelo habitacional, desocupando áreas com risco ambiental e transferindo as famílias para conjuntos habitacionais. Mas o assessor de imprensa da prefeitura de Piraquara, Luiz Carlos Mueller, diz que o município não tem recursos para realizar este serviço sozinho. Ele afirma que cabe a Coordenadoria da Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e a Cohab ajudar na descoupação dessa área.
Mueller diz que a prefeitura marcou uma reunião no próximo dia 1º, ás 14 horas, com a Comec, Copel, Sanepar, Cohab, Suderhsa e os moradores. ‘‘O problema é grave, por isso é preciso que nesta reunião saia uma resposta concreta’’, afirma o assessor.

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