A Prefeitura de Quatro Barras (Região Metropolitana de Curitiba) e o empresário Rubens Keller, dono de uma mineradora, travam uma disputa polêmica por uma área estratégica no município. A Prefeitura quer que o local, com cerca de mil hectares, seja destinado a abrigar empresas que farão parte do pólo automotivo da RMC. Keller diz que requereu a área junto ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) com o objetivo de pesquisar a argila bentonítica que está no subsolo da região.
‘‘É uma argila muito rara no Brasil, com aplicação agro-industrial, e a Prefeitura está passando por cima de muitos direitos’’, afirma Rubens Keller. O assessor de planejamento da Prefeitura, Eduardo Perón, diz que o empresário deveria ter pedido permissão para a municipalidade antes de contatar o DNPM. Perón afirma que a atração de quatro empresas de auto-peças para Quatro Barras está comprometida por causa da disputa com o empresário.
Keller contesta esta versão. Disse que o DNPM é a instância correta para analisar a questão e não a Prefeitura. O empresário argumenta que já abriu mão de uma área onde poderiam ser instaladas 30 empresas. ‘‘É questão de bom senso’’, diz. ‘‘Noventa por cento dessa área está no perímetro urbano’’, rebate Eduardo Perón. ‘‘Não podemos comprometer o interesse de desenvolvimento público. São 1,5 mil empregos diretos que estas empresas vão gerar’’, assinala Perón.
Para Keller, ‘‘uma mina não pode mudar de local, mas as indústrias devem verificar antes se os locais de seu interesse são adequados. A Prefeitura agora não quer dar o braço a torcer’’. As empresas de auto-peças que pretendem se instalar na área em disputa são: Bertrand Faure, Copo Ferer do Brasil, Treves do Brasil e Bolhoff Moller.(D.V.)

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