A Prefeitura de Londrina foi autuada ontem pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) por causa do desmatamento de um terreno de 600 metros quadrados, localizado junto a uma das nascentes do Ribeirão Cafezal, na zona sul. Na semana passada o IAP recebeu uma denúncia de que a área de preservação permanente junto ao ribeirão havia sido desmatada e queimada.
O proprietário de um outro terreno de 800 metros quadrados, ao lado do da prefeitura, também foi notificado pela agressão ambiental. ''A gente supõe que o fogo tenha começado no terreno particular e em seguida se alastrado'', relatou o chefe regional do IAP, Andrew Pinheiro Neto. Segundo ele, as testemunhas que fizeram a denúncia disseram que os tratores da prefeitura contribuíram com o desmatamento. ''As pessoas autuadas têm 20 dias para apresentar a defesa.''
De acordo com Pinheiro Neto, o promotor substituto de Defesa do Meio Ambiente, Bruno Galatti, também pediu a averiguação do local. Ele explicou que é o Ministério Público que estabelece se ocorreu um crime contra a natureza. ''Nós apenas montamos o processo administrativo''. Segundo o IAP, se for comprovado o crime ambiental, a penalidade é o pagamento de uma multa: R$ 1,5 mil por alqueire queimado.
O assessor de imprensa da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Salvador Francisco, que representou a prefeitura no IAP, afirmou que o município não é o responsável pelo desmatamento. Ele contou que há cerca de dez dias a CMTU tinha feito um trabalho de limpeza do terreno, roçado o capim e retirado entulhos de fundo de vale. ''Nós nem usamos tratores. Apenas um roçador manual foi necessário para a limpeza'', reforçou.
O dono do terreno não foi encontrado pela reportagem. Mas, de acordo com o chefe do IAP, ele esteve no instituto para receber a autuação. ''Ele ainda não alegou nada, pois tem 20 dias para se defender.''

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