Prefeitura e camelôs assinam convênio
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sábado, 31 de agosto de 2002
Célia Polesel<br> Reportagem Local 
Depois de muita polêmica, foi assinado ontem o contrato de locação e o convênio entre a prefeitura de Londrina e as associações de camelôs para a instalação do shopping popular. O novo camelódromo funcionará na esquina das ruas Mato Grosso e Sergipe, centro da cidade, e irá abrigar os 316 camelôs que hoje trabalham nas avenidas Leste/Oeste e São Paulo.
A expectativa é que em novembro o camelódromo esteja funcionando para que os ambulantes possam aproveitar o movimento do Natal. Segundo o prefeito Nedson Micheleti (PT), toda a instalação e parte do aluguel será custeada pela prefeitura. Em dois anos e meio serão investidos cerca de R$ 1 milhão no local. ''Não permitiremos mais a instalação de camelôs nas ruas da cidade. E com a desocupação das avenidas poderá ser concluída a revitalização do Museu de Arte de Londrina.''
O presidente da Organização Não-Governamental (ONG) Canãa, Rogério Gonzalez, acredita que os camelôs formarão uma ''grande família'' a partir da instalação do shopping popular. Segundo ele, será formada uma importadora para baratear os custos dos impostos de importação.
Cleuza Maria da Silva, presidente da Associação dos Camelôs de Londrina (Acal), disse que espera que o novo local seja um sucesso, mas comentou que se o empreendimento não der resultado, eles terão que voltar para a rua. ''As pessoas precisam sobreviver.'' Cada ambulante vai gastar, em média, R$ 160 por mês, incluídos os impostos de importação de produtos. Participaram da cerimônia o proprietário do imóvel, Ibraim Mohamed El Sayed, secretários e vereadores da cidade.


