Prefeitura e ALL estudam instalação de passarela
Segundo o ex-vereador, os trens que cortam a cidade mataram e mutilaram muitas pessoas nos últimos anos. A assessoria de imprensa da América Latina Logística (ALL) concessionária do transporte ferroviário no Paraná não informou a quantidade de casos registrados, mas confirma a existência de acidentes.
Na semana passada, o prefeito de Rolândia Eurides Moura (PMDB) reuniu-se com representantes da concessionária para discutir a possibilidade de transferência do pátio de manobras para a Zona Rural e a construção de uma passarela. O resultado da conversa foi o agendamento de um novo encontro nos próximos 30 dias. ''Recorrer ao governo federal é perda de tempo. O Ministério dos Transportes informou que a RFFSA (Rede Ferroviária de Transportes S/A) está em extinção. A solução é procurar o entendimento com a concessionária que, até o momento, tem demonstrado bom senso'', disse o prefeito.
Na opinião da gerente de relações corporativas da empresa, Celeste Regina Moro Lanzuolo, a mudança do pátio de manobras é uma obra complicada porque necessita de investimento e autorização do governo federal. De acordo com Celeste, a ALL elaborou um projeto semelhante para Mandaguari que serviria de modelo para Rolândia. ''Estamos estudando a viabilidade'', informou Celeste.
A construção de uma nova passagem de nível no cruzamento com outra rua seria um paliativo que também está sendo avaliado pela concessionária. A remoção dos trilhos do Centro da cidade parece a princípio a hipótese mais remota porque, segundo a ALL, depende exclusivamente da União. ''A instalação de cancelas não surtiria efeito porque o vandalismo é constante. Em Curitiba, por exemplo, elas foram retiradas porque os motoristas desavisados atravessavam as passagens de nível confiando apenas na sinalização e, muitas vezes, chocavam-se com os trens'', argumentou a executiva.
Embora não seja ideal, a passarela aparece com a opção mais adequada ao problema. A dificuldade é que, assim como as outras obras citadas anteriormente, depende de investimento do governo federal. ''Não acho difícil a concretização desse projeto porque não é tão caro (cerca de R$ 250 mil). A única coisa que podemos fazer é apoiar o município e subsidiá-lo com informações técnicas'', opinou Celeste.®MDBO¯ ®MDNM¯(B.R.)





